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Rebeca Recuero Rebs (ou R.R.Rebs)

12 Dec

Rebs foi o apelido que eu tive quando nasci. Quem colocou? Na verdade não sei, mas tenho a impressão que foi o meu pai (ele é ótimo com essas coisas). A partir daí o mundo (limitado pela  minha terrinha, Pelotas) sempre me conheceu por Rebs. Era a bailarina Rebs, era a guria Rebs que chutava forte no futebol, era a amante dos animais Rebs, era a coordenadora do grupo da igreja Rebs, era a nerd do irc Rebs  e era a Rebs colega, filha e irmã. Eu nunca gostei muito, para falar a verdade.

Rebs parece RBS (algo relacionado com TV, coisa que eu raramente vejo), é o nome de uma banda (The Rebs), parece que o nome de um bonsai também. Rebs lembra o som de um soluço…”Rebs! Rebs!Rebs!” ou ainda aquelas cantorias de sapos para avisar quando vem chuva. Mas é aquela coisa, nome e apelido a gente não escolhe, nos colocam. Então, já acostumei (afinal fazem mais de 20 anos que eu escuto o “Rebs”). 😛

O engraçado foi que eu nunca pensei que teria que dar tanta importância pessoal, um dia, para o meu apelido Rebs.

Com a minha entrada no mundo acadêmico e com a existência de uma R.Recuero, a minha tentativa de usar, finalmente, o meu nome de verdade foi por água abaixo. As coisas piorara mais ainda para o meu lado, pelo fato de que a outra R.Recuero é minha irmã e já tem a “barraca bem armada” nos estudos da cibercultura (área ao qual eu estou trabalhando). Resultado: tive que mudar o meu nome, pelo menos, na citação dos meus artigos.

Confesso, foi uma tarefa que exigiu muita reflexão e muitos ouvidos para escutar a opinião de amigos e pessoas que queriam colaborar com alguma idéia criativa. Não é fácil mudar de nome, pois você não parece mais você (se é que entendem isso).

Então, na tentativa de tentar continuar sendo eu, de não ter crises identitárias e as pessoas continuarem associando o meu nome a minha pessoa, escolhi o Rebs mesmo. Apesar de ser uma coisa inicialmente “estranha” (ou podemos dizer até que, engraçada), tenho certeza que se a minha falecida avó Ricardina Recuero estivesse viva, ela ia adorar! 😀 Isso me contenta, isso me deixa calma e me dá ânimo para seguir com esta “brincadeira séria”. Então, Sou a Rebeca Recuero Rebs ou simplesmente Rebs para os mais chegados. 😉

Tenho que mudar de nome!

10 Jul

Final de semestre…Mas a corrida continua!
Tenho que escrever mais três artigos e fazer correções no meu projeto. Além disso, estou pensando em fazer um trabalho para enviar ao 5º Foro Latinoamericano “Memoria e Identidad”, em Montevideo… E, é exatamente na hora de colocar o meu nome abaixo do título do artigo, que eu me peguei pensando em algo que já tenho, praticamente, obrigada a pensar nestes últimos dias: o MEU NOME.

E por que pensar no meu nome?
Bom, tudo começou quando eu nasci e meus pais tiveram a idéia de colocar o meu nome de REBECA DA CUNHA RECUERO (eu já tinha 2 irmãos até então: o LUCAS e a RAQUEL DA CUNHA RECUERO). Até aí, nenhum problema.
No entanto, eu cresci e resolvi estudar, caindo diretamente no curso de Jornalismo (o mesmo da minha irmã). Até aí, continuamos sem problemas.

O tempo passou e eu resolvi fazer mestrado, resolvi fazer pesquisa e dedicar-me à vida acadêmica (sendo que a Raquel já estava aí, doutora, dominando já por algum tempo “o campinho” ).

Um dia, porém, conversando com minha irmã (aqui, começaram os problemas), ela me disse que eu teria que mudar de nome porque no sistema acadêmico (no Currículo Lattes) e em todos os meus trabalhos, eu saía com o nome de R.RECUERO e ela também! Logo, nunca saberiam se foi ela ou eu quem escreveu determinado artigo (é mais complexo do que isso, mas enfim, seria uma confusão! Sem falar que poderiam achar que os “artiguinhos” de uma iniciante pudessem ser os da Raquel, pois quem ia saber que eu existo até então? :P). Admito, eu achei uma super monguice (isso de ter que trocar o nome)..e pensei “aaah, azar…As pessoas que deixem de ser mongas e leiam o nome todo”.

No entanto, na minha primeira reunião com a minha orientadora (Profa. Dra. Suely Fragoso), ela falou do mesmo assunto. Logo suspeitei: “aposto que a Raquel está inventando isso e falou com a Suely para ela me convencer a mudar de nome, afinal, elas se dão tri bem e se falam seguido…” Mas, para a minha surpresa, o assunto era sério mesmo! Depois de mais algumas orientações, eu me convenci que, alguém, teria que mudar de nome. Sim, era verdade, o meu nome R. RECUERO iria me atrapalhar futuramente devido o nome da minha irmã já ser R. RECUERO e ambas estarmos introduzidas no mundo da pesquisa com Tecnologias da Informação e da Comunicação.

Fui tri pensativa para a minha casa e conversei com meus pais sobre a mudança. Inicialmente eles riram de mim. Mas depois, começaram a me levar a sério.

Eu tentei convencer a Raquel a mudar de nome, mas, como podem imaginar, a resposta foi: “ha-ha-ha…azar o teu, cheguei antes. Quem mandou nascer por último? Vira Rebeca Cunha”! Fiquei hiper de cara, não só porque todo mundo acha que a situação era engraçada (…tá, é um pouco engraçada), mas também porque eu ia ter que ser outra pessoa (além de eu não curtir muito o Cunha…Minha mãe que não leia esse post! Mas é que Cunha fica esquisito para nome de pesquisa. Perdoem-me os Cunhas já existentes no mundo acadêmico). 😛

Conclusão, tenho que mudar meu nome o mais rápido possível para começar a publicar com o meu novo “eu” acadêmico! Estou nesse impasse faz uns três meses. A minha orientadora me aconselhou a casar com um cara que tenha um sobrenome ultra-chique, só para roubar seu último nome (visto que eu não curto muito, também, o nome do meu namorado: Sequeira). Hehehehe.

O meu pai acha que eu tinha que colocar o nome do meu avô, Kleinoski, a minha mãe acha que eu tinha que ser Cunha e as pessoas da volta se divertem com a situação.

Bom, então, voltando ao início do post, eu fui escrever o meu nome no artigo e lembrei disso: “tenho que mudar meu nome”. Tenho que ver um nome legal, o qual eu vou usar para tudo que é artigo científico que eu for escrever a partir de hoje (claro que terei que fazer um registro oficial e tal, mas já tenho que ir estruturando-me para isso o mais rápido possível).

Assim, no momento, estou sofrendo de uma crise identitária, pensando no meu novo nome, que, de certa forma, também vai me trazer mais um fragmento identitário complementar ao meu sujeito. No entanto, o que me deixa mais tranquila, é que têm pessoas famosas e legais que mudaram de nome também, inclusive, na vida acadêmica. 🙂 Então, resta-me pensar em um sobrenome que combine comigo, cujo o qual eu vou carregar por toda a minha nova jornada científica. :/