Archive | March, 2011

Sobre congressos de jogos sociais

15 Mar

Faz um tempo que eu procuro congressos que tenham como tema os jogos e que abordem (em parte) a área da comunicação, pois minhas pesquisas têm deslizado fortemente para os estudos sociais destes jogos em redes sociais.

Por este motivo, esta manhã resolvi dar uma pesquisada nos congressos que temos por aí. Não encontrei muitos, mas admito que o meu esforço de “escavação” no Google não foi 100% (pois eu estava fazendo outras coisas ao mesmo tempo). 😛

Bom, se caso alguém souber de outros congressos interessantes e que permitam a entrada da comunicação social, por favor, comunique-me. 🙂

 

IV GAMEPAD (IV Seminário de Games, Comunicação e Tecnologia)

SITE: http://www.feevale.br/extensao/evento-iv-gamepad–seminario-de-games-comunicacao-e-tecnologia

DEADLINE: 9 de abril de 2011 (resumo)

DIA: 27 a 28 de maio de 2011

LOCAL: Novo Hamburgo – RS (Feevale)

 

VII Seminário Jogos Eletrônicos, Educação e Comunicação

SITE: http://proffranciscareis.net/seminariojogoseletronicos2011/index.php

CHAMADA DE TRABALHOS: 25 de abril de 2011

INSCRIÇÕES: 20 de julho de 2011

DIA: 28 e 29 de julho de 2011

LOCAL: Fortaleza

 

X SB GAMES (X Simpósio Brasileiro de Games e Entretenimento Digital)

SITE: http://www.sbgames.org/sbgames2011/index.html

DEADLINE: 31 de julho

DIA: 7, 8 e 9 de novembro de 2011

LOCAL: Salvador – BA

 

Conference 2011: The Social Side of Digital Gaming

SITE: https://sofoga.uni-hohenheim.de/conf2011.html

CHAMADA DE TRABALHOS: até 28 de fevereiro

INSCRIÇÕES: até junho

DIA: 21, 22 e 23 de julho de 2011

LOCAL: Stuttgart, Alemanha (University of Hohenheim)

 

Social Game Studies at CHI 2011

SITE: http://socialgamestudies.org/chi2011

CHAMADA DE TRABALHOS: 28 de janeiro de 2011

DIA: 8 de maio de 2011

LOCAL: Vancouver

 

 

Signos e a manifestação do “eu” nos SG

4 Mar

Estou organizando a minha qualificação do doutorado e por isso voltei às questões que focam a construção da identidade dos jogadores nos social games. Com as minhas ideias em formação, surgiu uma perspectiva de pensamento bem inicial (e ainda muito superficial) associando a construção do “eu” nos SG com os signos. Acredito que isso talvez possa me ajudar no entendimento de como as identidades do self são construídas e manifestadas nestes ambientes de entretenimento dos sites de redes sociais.

Avatares e fotografias dos perfis como representações da identidade do "eu" virtual.

Penso que a identidade virtual nos social games (SG) pode ser compreendida sob a perspectiva de três pontos ligados à compreensão dos signos por funcionarem como representações  virtuais dos usuários, de suas identidades, de seus “eus” concretos (de forma direta ou indiretamente).

O primeiro deles é a identidade a partir do ícone. Nesse ponto, a identidade liga-se com a imagem (não escrita) de um avatar ou de uma fotografia, por exemplo. O modo como eu me construo, como eu me monto em meu avatar pode indicar traços de minha identidade concreta ou ainda reconstruir uma nova identidade que me identificará no universo virtual. É a minha representação no jogo.

No segundo, foco as identidades a partir do índice. Aqui as questões envolvem as interações sociais, os grupos de pertença, as dinâmicas do grupo e o comportamento dos usuários nos SG que podem indicar indiretamente facetas do self destes jogadores. Neste caso, os signos visuais dos SG são ligados às dinâmicas identitárias do mundo a partir dos rastros (“pistas”) que os jogadores deixam no site de redes sociais que indicam partes de sua identidade no jogo. 

Usuário do FarmVille que cria muitos animais: pode ser um indicativo de seus gostos pessoais.

Assim, estes signos capazes de mostrar identidade são associados aos objetos pelas conexões físicas com seus interpretantes. Nesse caso encontram-se as escolhas dos atores do jogo (como o que plantar, o que comprar, o que criar) como indicativos de possíveis gostos; suas atitudes competitivas e cooperativas como indicativos de traços de sua personalidade (seja na vida concreta ou na virtual).

Na última categoria, temos a identidade a partir do símbolo. Nesta categoria, encontramos os textos dos perfis e das mensagens enviadas aos amigos, os nicks escolhidos ou ainda as apropriações que usuários realizam  nas mensagens “prontas” fornecidas pelo próprio jogo. Estes signos são regidos por convenções e atrelam-se fortemente à cultura por referirem-se a ideias gerais significativas para determinados grupos sociais. Desse modo, não apenas a compreensão destes signos como o que eles querem transmitir, podem apresentar mais traços identitários a partir de sua compreensão (conforme abordamos em um post anterior sobre identidade e o texto).

 

Escrita característica de um grupo social. Indica mais traços da identidade do usuário do Social Game reconhecida e transmitida por meio destes símbolos.

Como sempre, estas “categorias” são apenas mais uma forma de “pensar” a identidade virtual e vão depender fortemente do ator social que as interpreta, podendo uma estar implícita na outra. Penso que isto é apenas mais uma perspectiva de análise da construção da identidade que fica facilmente visível no ciberespaço pela permanência dos rastros dos jogadores de SG no seu site de redes sociais.

Os social games em números

3 Mar

Os social games (SG) continuam em alta e continuam contribuindo para o sucesso dos sites de redes sociais que vinculam estes jogos ao seu sistema.

Recentemente o site  Get satisfaction divulgou um infográfico bem interessante que mostra como os SG estão moldando a indústria dos jogos e do entretenimento. Nota-se que a questão de gênero nos SG em sites de redes sociais parece estar se igualando (diferente do início, onde dados apontavam para uma maioria feminina). Outra questão bem legal é a parte que mostra as contribuições que empresas e jogos fornecem para bens sociais. O infográfico mostra outras coisas bem interessantes. 🙂 Vale a pena conferir.