Archive | May, 2008

INTERCOM SUL

26 May

Quarta-feira estou indo rumo ao Intercom Sul que será realizado em Guarapuava, no Paraná.

Apesar de já ter uma certa experiência em apresentações de artigos (devido à Iniciação Científica), confesso que estou medianamente nervosa (…ok…bastante, “quase muito nervosa”), pois este será o meu primeiro artigo como MESTRANDA. :/ Isso significa que eu não fico mais no Iniciacom (o qual eu participei por 3 anos). 🙁 A partir de agora é o INOVCOM, ao qual eu estarei junto com doutores, doutorandos, mestres, mestrandos e outros profissionais da área @.@.

Meu trabalho se chama “O capital social na construção de ciberidentidades no Second Life”. Ele tenta compreender como se dão as construções de novas formas de apresentação do sujeito dentro do ciberespaço com base em valores sociais. Foca o software Second Life (SL) e busca entender como o capital social, proveniente da interação entre os usuários do SL, influencia na apresentação do indivíduo na sociedade virtual (tanto na forma física como mental).

Bom, eu fiz uma etnografia virtual (que por sinal é bem divertida, porém, trabalhosa de ser feita), utilizando ferramentas para a compreensão e caracterização dos novos sujeitos que fazem parte do ciberespaço. Depois eu tentei propor (é…digamos que aqui eu me arrisquei um pouquinho), uma classificação dos avatares do SL referente à finalidade e a ambição do sujeito que nele atua. Assim, tentei caracterizar o SL como uma peça original de grande importância na construção de possíveis “novos fragmentos identitários” sócio-virtuais com base nos valores preconizados pelos seus usuários. Bom, foi isso! Agora volto ao estudos (para variar, estou atrasada). 🙁

"EU ODEIO TOMADAS!"

15 May

Mais uma vez eu enfatizo essa frase: “EU ODEIO TOMADAS!”
Eu não sei o porquê que elas me perseguem, mas sempre me dou muito mal com elas.
Desta vez eu quase incendiei o pensionato onde estou morando.
Vou tentar explicar o fato mesmo estando com uma vontade terrível de quebrar tudo aqui na volta. >:(((

Tudo começou quando meu pai resolveu me dar umas “sopas prontas” para eu cozinhar no pensionato das irmãzinhas aqui da Unisinos (a mãe achava que eu estava me alimentando mal…tststs, mas sabe ela que eu vivo de panquecas :)). No entanto, eu o avisei que eu não costumava cozinhar, principalmente pelo fator “tempo”. Só que, então, ele teve a brilhante idéia de me dar um RABO-QUENTE a fim de otimizar o meu “serviço” e o meu tempo, fazendo com que eu o usasse para fazer a sopinha na xícara (que ele também havia comprado para mim).

Já que era um presente, eu tive que aceitar e o levei assim, rumo São Léo. Pela noite, enquanto eu escrevia meu projeto e colocava minhas dúvidas no iBook para apresentar para a Suely (minha orientadora), bateu “aquela fome” de comer uma sopinha, bem quentinha (ainda mais com o friozinho). Resolvi fazer.

Ressabiada com tomadas (como sempre), antes de qualquer tentativa, resolvi ligar para o meu pai e para o Fred para que eles me explicassem como usar o rabo-quente (sim, eu nunca tinha usado um, apesar de ter feito veterinária tb). 😛 Após a explicação, tudo me pareceu simplérrimo de mais…e eu uma medrosa compulsiva (na verdade queria mesmo saber se eu tinha a possibilidade de tomar choque colocando aquele troço na tomada e na água).

Após os telefonemas, confiante, resolvi fazer. Momentaneamente eu pensei em colocar do lado da cama, na mesma tomada do meu iBook, afinal, a sopa ficaria pronta e quentinha do meu lado, evitando o trabalho de ter que me levantar. No entanto, o meu anjo da guarda mandou uma mensagem do outro mundo para que eu não usasse a mesma tomada do meu notebook da Mac. Assim, fui para a tomada que fica embaixo da mesinha das folhas dos xérox do mestrado.

Preparei passo a passo (repassei mentalmente o que eles tinham me falado no telefone) , coloquei água na xícara, li como se preparava a sopa (mexer por 15 segundos após ferver e tal…) e ok! Pronta para começar. Lembrei que o pai falou que a voltagem estava ok (ainda mais depois da minha primeira experiência de incêndio real quando resolvi colocar a minha CPU NOVA no apartamento da Raquel no período em que fui morar lá e ela explodiu devido a voltagem errada, gerando um incêndio em pequenas proporções).

Então, lá fui eu. Coloquei o rabo-quente na tomada….
De repente (quase que instantaneamente) começa aquele típico barulhinho de curto (tztztztztztztz) e… “pluuuuuuffffff”, o troço começa a incendiar e a levantar um fogaréu no meu quarto!!!!

“Rápido!! Pensa rápido, Rebeca!!” – Foi a primeira coisa que me veio na cabeça. O que eu fiz?? Saí correndo porta a fora do quarto, mas não gritei (isso não faz parte do meu ser…odeio escândalos). No entanto, no meio do caminho eu pensei (tudo isso em questão de segundos): “sua monga…tu fez a monguice, agora vai arrumar sozinha…imagina o que vão pensar de ti? Uma louca que está tentando prender fogo na casa das irmãzinhas!!”.

Resultado: voltei correndo para o quarto. Nessa hora, o fogo já estava maior e, quando eu olhei para aquele troço incendiando, me dei conta que ainda estava na tomada! Pensei rápido de novo: “oh, não!!! Se eu não tirar aquilo da tomada, aí sim, vou fazer um super curto-circuito e vai explodir a pensão toda!!!”. Aí, cheguei na tomada, meio que “chutei”o rabo quente para o lado para ele não me queimar e literalmente arranquei o troço da tomada (mesmo assim me queimei). Então, saí correndo com o rabo-quente incendiando na mão e levei para o meu banheiro. Joguei na pia e abri toda a torneira.

PRONTO! O fogo foi apagado e, ao mesmo tempo, uma super fumaça tomou conta do meu quarto. Nessa hora olhei minha cara no espelho do banheiro e vi que eu estava cinza (não sei como isso aconteceu, mas quando olhei para o ar, ele estava cheio de coisinhas pretas voando…tipo micro-carvões). Saindo do banheiro, como se não bastasse, vi que eu tinha ESQUECIDO UMA PARTE DO RABO QUENTE NO CHÃO (acho que caiu quando saí correndo, sei lá…). Isso significava que o meu quarto estava prendendo fogo ainda e, um pedaço da cortina da janela também!!!! “E agora??? Não tem onde eu segurar pra levar esse troço para debaixo da água.”

Lembrei dos filmes que as pessoas se atiram e saem rolando quando estão prendendo fogo (calma, eu não fiz isso), e então pensei em pisar em cima do fogo para ele apagar. 😛 Fiz isso e depois joguei uns panos de chão na cortina, até o fogo sumir. Graças ao meu anjo novamente, eu apaguei tudo. Nessa hora meu coração estava no cérebro já.

Foi então que resolvi sentar na cama e respirar um pouco. De repente, olho para os meus pés e….(não, eles não estavam prendendo fogo…aí sim, né…seria muito azar para um único ser)….e “oh não!!!!” Eu estava com as botas novas da minha mãe. O que isso significa? Eu queimei uma parte delas, logo, um mega xingão ia rolar quando eu voltasse para Pelotas (ainda mais que eu nem tinha pedido emprestado). E como se não bastasse, o meu iBook estava cheio dos “micro-carvões”. Resolvi passar um pano em ambos (botas e iBook) e o resultado foi pior. O troço se espalhou mais, deixando meu branquinho cheio de pontos pretos e com aparência de imundo e as botas como se eu estivesse chutado tijolos pretos. Fiquei triplamente de cara.

Nessa hora resolvi ligar para o Fred e dizer o que aconteceu quase que chorando de raiva e também para entender o que poderia ter ocorrido. Como se não bastasse (de novo), fui taxada de mais monga ainda porque, a causa de tudo, simplesmente, foi quando eu liguei o rabo-quente e não o deixei na água, ou seja, o correto seria colocar ele na xícara com água primeiro e depois colocar na tomada. Só que, nenhum dos dois (pai e namorado) avisaram-me deste “detalhe” e nem deram ênfase para isso, o que faz com que eu conclua que ambos queriam que eu torrasse no pensionato das irmãs. Não tinha como eu saber se eu nunca usei isso e nunca prestei atenção nos outros que usavam (ainda mais que, eu juro, não tinha “siga as instruções” no rabo-quente).

O resultado de tudo isso, foi uma limpeza de 1h no meu quarto (e mesmo assim não consegui limpar tudo), o não término do meu projeto, botas queimadas, iBook cinza, cortina com pedaço comido pelo fogo, micro partículas de carvão no ar (o que significa que o chão, a cama, as cobertas, as folhas…tudo ficou preto), caneca queimada, rabo-quente estragado, rosto e roupas pretas, panos sujos por tentar limpar, auto-estima destruída por ter me dado conta da burrice que cometi e, finalmente, “adeus sopa”. Admito, literalmente perdi o apetite, fui dormir com fome e concluí, mais uma vez que: “EU ODEIO TOMADAS”.

IBook de volta!

9 May

O Ricardo arrumou o meu iBook. 😀 Devolvi meu MacBook e recebi o dinheiro de volta. 2X:D
É, nem tudo está perdido no mundo mesmo. Tenho que ser mais calma ao abrir minha boca nessas horas.
Agora vou voltar a poder escrever artigos e resumos de livros na cama, com meu querido branquinho junto. :)))))