Archive | March, 2008

"Diário do dia" :P

18 Mar

Estou amando tudo por aqui. Sinceramente, não esperava ter professores do escalão que estou tendo (pelo menos, por enquanto). 🙂

A rotina por aqui é bem diferente do habitual. Levanto todo dia 8h da manhã, tomo meu banho, meu café-da-manhã é um saquinho de cheeps ou meio pacote de passatempo (que a minha mãe não esteja lendo isso) e depois começo as leituras. Leituras, leituras, leituras…e resumos, resumos e resumos. Nunca tive que ler tanta coisa científica em minha vida. Admito que é meio complicado de sair entendendo de “supetão” certos assuntos, mas também não tenho o que reclamar: estou amando o acúmulo de conhecimento que estou recebendo (espero que isso tb não seja temporário). 😛

Pelas 11h da manhã, vou para o centro 3C (prédio da informática) ou para a biblioteca acessar o “meu mundo”. Então por aí fico até quase 12h30 quando vou dirigindo-me para as deliciosas panquecas do Bar do Alemão. Como uma panqueca (leia-se super-panqueca), depois vou escovar os dentes no banheiro da UNISINOS que tem uma descarga mágica (acreditem, ela sabe direitinho quando acabamos de fazer as necessidades).

Depois, 13h15, vou para os banquinhos da PPGCOM e fico ali, jogando Tetris com notas musicais que veio no meu celular novo (já fiz 60.000 pontos!). Após, pelas 14h, dirijo-me à sala de aula para receber um turbilhão de conhecimentos passadas por doutores (essa é a melhor parte…tá, segunda melhor parte depois das panquecas :P). No intervalo, vou correndo tirar xerox de quase 50 folhas deixadas de “tema” pelos professores e pego meu capuccino mega doce na maquininha de R$ 1,10 que faz tudo sozinha (ela inclusive fornece os copos..hehehe).

Ao final da aula, vou comer outra panqueca e dou uma voltinha no campus da UNISINOS pra ajudar a digestão. Vejo muitas pessoas estranhas (ou eu nunca lembro das que já vi antes) e tenho a impressão de que elas devem me achar com cara “O Terminal” na Unisinos. :/

Depois, 19h, dirijo-me até a minha moradia (casa das freirinhas) e entro para o meu quarto (ok, sou meio anti-social…dou um “oi” para o pessoal de lá e depois vou correndo ao meu refúgio para absorver mais conhecimento vindo da papelama do xerox, pois tenho a sensação de que estou sempre atrasada…).

Fico lendo até me enjoar (isso tipo…22h), quando enfim, resolvo dormir ao som de U2, Green Day, Coldplay, Simple Pan, The Beatles e outros. 🙂

Apesar das “flores”, existem os “espinhos”. No meu primeiro dia alojada no meu refúgio descobrei que a porta do banheiro tem problemas para ser aberta (principalmente quando se está dentro dele). Conclusão, fiquei meia hora presa no meu prórpio quarto (tb, não sei pq fechei a porta se só eu moro ali). Outro probleminha foi o meu colchão que foi feito com um bambú dividindo-o ao meio, o que significa que, mesmo em um colchão de solteiro, eu tenho que dormir em metade dele (o bom é que tenho a opção de escolher o lado esquerdo ou o direito do colchão de solteiro). ¬¬ Buenas, deslizes de dias “quase perfeitos”.

Sei que essa rotina será modificada no momento em que eu levar meu macbook pra lá. No entanto, terei que me auto-doutrinar para não deixar a Internet tomar tempo de mais da minha vida. Caso contrário termino o mestrado em 2020. ¬¬

Em princípio é isso, “querido diário”. 😛

Made in Unisinos

13 Mar

O lugar é lindo! Realmente, em termos de estrutura, não tenho absolutamente nada para reclamar (principalmente tendo como padrão as universidades federais por onde passei). 🙂 Cada dia que passa parece que estou absorvendo quilos de informações colaboradoras para o meu conhecimento. Parece que o ar que eu estou respirando já vem superlotado de informações “quentinhas” de tudo o que estou pesquisando. Já sobre a parte docente, ainda não tive contato, mas acredito que deva ser semelhante. 🙂

Ontem tivemos uma palestra com o Dr. Norval Baitello, professor da PUC de São Paulo. Sério, muuuuito boa. Sem palavras. Ele falou da teoria da imagem e da teorida da mídia, traçando um histórico divertido e super interessante de como estes processos estão interligados e como se deu a sua evolução ao longo da história da comunicação.

O professor Baitello contou a história de grandes nomes na área da comunicação e da filosofia como Aby Warburg, Harry Pross, Vilém Flusser, Dietmar Kamper e Hans Belting, apresentando o quanto do conhecimento deixado por estes grandes autores contribuiu e permanece contribuindo para novas pesquisas que ainda são desconhecidas (ou deixadas de lado por não conhecermos a sua importância real) dentro da comunicação.

O professor da PUC falou bastante da mídia primária (a mídia que provém do corpo, que veio bem antes da introdução da máquina e que necessitava, acima de tudo, de uma proximidade ou distância limitada para estabelecer algum tipo de comunicação). Ele enfatizou bem a importância desse tipo de mídia, apresentando um histórico do quanto ela foi “esquecida” por nós (comunicadores) e tomada por outras áreas do conhecimento (como a antropologia, a sociologia e, até mesmo, a biologia).

Ele relata o mundo das “nulodimensões” (visão de Flusser), que se caracteriza pela escala da abstração, ou seja, quando passamos a não valorizar mais o material, mas sim a informação (que é o que está acontecendo hoje). Cada vez mais, nós nos tornamos um pontinho informativo dentro do gigantesco ciberespaço (por exemplo). 🙂 Bem divertido!

Depois, o professor Baitello falou da “doença social” apresentada por Kamper, coisa que nós, jornalistas, estamos craque de saber. É a famosa super-estimulação de um dos nossos sentidos (como a visão) e, conseqüentemente, a atrofiação dos outros pelo seu não-uso. Ele possibilitou uma boa reflexão sobre este tema.

Por fim, outro ponto legal de comentar aqui, é a clara distinção que Baitello faz entre o suporte e a imagem. Ele possui a mesma idéia de Belting de que o suporte é apenas a máquina, ou seja, o objeto que reproduz a imagem por meio de processos pré-establecidos anteriormente (pelas tecnologias). Esta (a imagem), por sua vez, é a mídia. Ela é quem leva a informação, quem comunica, mesmo sendo a revelação de uma “presença dentro de uma ausência”. 🙂 Super filosófico e muito contribuidor.

Deixando de lado a palestra, sobre a minha estada na Unisinos, só tenho a dizer que, apesar de eu não conhecer ninguém daqui (a não ser a professora Suely) e não ter aberto a minha boca ontem, estou gostando bastante.

Ok, vou lá comer panquecas (eu já disse que as panquecas daqui são ma-ra-vi-lho-sas?). 🙂

E lá vamos nós!

11 Mar

Amanhã começo a minha vida de pós-graduanda. 🙂
Tenho que admitir que estou bem empolgada para isso. No entanto o meu mais terrível medo é não conseguir chegar na UNISINOS (sim, podem rir, mas eu nunca fui pelo metrô e sozinha como terei que ir). 😛 Sei que basta uma vez para a gente não esquecer mais, mas já pensou se eu me perco? Teria que voltar tudo de novo e gastar horrores. :/ Uma vidinha! Mas, para isso, levo um mapinha que confeccionei. 😀

Bom, vou ficar hospedada na casa de umas freirinhas. Elas são bem simpáticas e o meu quarto é tri. Ele é pequeno, mas tem um banheiro só meu e a decoração é VERDE (amo verde!). O próximo passo para fazer com que ele fique 100% é colocar a banda larga da Claro no meu MacBook. Aí sim, fecha todas 😀 (é, espero que ela seja boa).

O local onde vou estudar é no Centro 3 da UNISINOS, na comunicação. Aí tem um mapa da universidade onde mostra os centros e tal (a comunicação é no “E” em azul). Quem tiver interesse de saber onde e como funciona o mestrado e doutorado, é só olhar o site da comunicação. 😛