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Tipos de identidade e os jogos

8 Mar

Identidade do self - no SNG o jogador apresenta traços do que o seu self é (ou seja, do que ele realmente é enquanto indivíduo).

Ainda dentro do contexto das identidades em social network games, busquei refletir um pouco sobre como a identidade pode ser percebida quanto suas formas de construção, manifestação e compreensão nos jogos. Assim, cheguei ao entendimento de três facetas identitárias do sujeito que nem sempre são opostas. Elas são: a identidade do self; a identidade representada; e a identidade percebida.

A identidade do self será caracterizada por ser aquilo que o sujeito realmente é e percebe a partir de suas reflexões. Ou seja: apesar dele se construir por meio de uma representação de si através de avatares, nicks ou perfis descritivos, o jogador possui uma noção de quem ele realmente é (e se identifica).  Por vezes esta identidade é manifestada por meio de valores pessoais, ainda que o jogo determine certas ações. Por exemplo: no jogo FarmVille, o jogador busca ajudar os outros enviando gifts sempre que se conecta ao jogo. Ainda que estas ações não repercurtam em valores materiais para si e sejam mais uma forma de interação do SNG, o jogador também pode manifestar traços de sua identidade do self por meio destas ações: ou seja, é alguém prestativo. Do mesmo modo, se o jogador já é um fazendeiro na vida concreta e começa a jogar o FarmVille, ele se identificar com o jogo, pois passa a ser o que seu self compreende que ele é (um fazendeiro) por meio de representações no ciberespaço (ou seja, ele reproduz uma faceta identitária que realmente é – ou se considera).

Identidade representada

A identidade representada  é caracterizada como sendo aquilo que o jogador representa ser e quer ser reconhecido no jogo. Esta parece indicar exatamente o sentido que Goffman (1996) fala das representações do Eu, ou seja, é aquilo que eu vou construir com a intenção de não apenas de ter uma representação de mim, como também de ser aceito por outros grupos sociais que compreendem a minha identidade representada como estando enquadrada nos valores e trocas preconizadas entre seus integrantes. Ela é aquela identidade construída, encenada e diferente do que o meu self realmente é. Este tipo de identidade é bastante comum. As pessoas montam os seus avatares tentando diminuir defeitos e ocultar pontos que não gostam de si. Do mesmo modo, constroem-se como gostariam de ser (ainda que dentro da dinâmica do jogo). É um eu representando, não condizente com o eu concreto.  Seria como a  autodefinição de Matuck e Meucci (2005) caracterizada por ser como o sujeito define a si mesmo a partir de registros pessoais, de criações narrativas, fotografias e a própria organização do perfil. Como exemplo, aponto um menino que, apesar de suas deficiências, construiu-se em um avatar completamente diferente do seu eu concreto (ao menos, visualmente) no jogo World of Warcraft. É importante ressaltar, no entanto, que nem sempre a identidade representada será o oposto de realidade, ou seja, ela pode ainda ser o que o sujeito é em seu self, mas que não manifesta concretamente por algum tipo de preconceito.

Identidade percebida

Por fim, há a terceira forma de expressão identitária: aquela que é identificada, reconhecida, percebida pelos sujeitos que observam o outro. É a identidade percebida que nem sempre terá relação com a identidade do self ou ainda com a identidade representada pelo sujeito. Esta identidade está associada ao modo como os outros vão receber as informações que eu emito e ao modo como vão me atribuir características identitárias. Significa que mesmo que eu seja alguém que colabore muito com o jogo dos meus amigos no The Sims Social, eles podem interpretar-me de uma forma diferente do que penso que estou manifestando, criando julgamentos e associando outras características a mim. Como exemplo, uso a célebre imagem para ilustrar aquele sujeito que pensa ser um “leão” no jogo, mas que é compreendido e visto pelos outros com um simples “gatinho”. Esta identidade seria como a alodefinição (Matuck e Meucci, 2005), caracterizada  exatamente por esta definição que os outros fazem de determinado sujeito, ou seja, são os processos de construção da identidade que independem do jogador.

 

Ainda que muito associadas às questões visuais, penso que estas facetas identitárias podem ser entendidas também por meio das interações desenvolvidas pelos jogadores em seus games e com os outros jogadores. Ou seja, observando de perto como agem, o que compram, o que preferem e outras escolhas no jogo, também podemos identificar estes tipos de identidades.

Como é possível perceber, estas facetas identitárias não se aplicam só nos jogos, ou seja, podem ser percebidas na vida cotidiana do sujeito e em outras dimensões sociais. Porém, o meu foco aqui são os jogos sociais. Por isso, se faz necessário um pensar sobre suas ações nestes games. 

 

GOFFMAN, E. A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis: Vozes, 1996
MATUCK e MEUCCI. A criação de identidades virtuais através de linguagens digitais. Comunicação, Mídia e Consumo, 2(4), 157-182. 2005.

 

Lugares de apropriação em social games

24 Jan

Observando a multiplicidade de escolhas (ainda que limitadas) presentes nos vários social network games (SNG) do Facebook,  percebo a existência de LUGARES DE APROPRIAÇÃO (OU DE CRIAÇÃO) dos  jogadores. Significa que existem lugares caracterizados como sendo espaços capazes de oferecerem movimentos com certa liberdade para as manifestações inventivas (e culturais) dos jogadores, não sendo puramente restritos a normas do sistema. Estes “lugares de criação” do SNG parecem estar centrados em quatro “espaços”:  (1) o “território virtual, (2) o “eu virtual”, (3) os ”bens virtuais” e (4) as “interações sociais”.

(1) O “TERRITÓRIO VIRTUAL” se caracteriza por ser um lugar virtual que é apropriado, ou seja, um lugar (portador de uma identidade, de uma historicidade particular e de tipos de interações características – conforme abordo aqui) que é tornado posse de um determinado sujeito. Por exemplo, quando começamos a jogar o FarmVille, recebemos uma fazenda. Inicialmente, ela é apenas um lugar que ao longo do tempo sofrerá apropriações desenvolvidas por meio de minhas escolhas. Assim, eu crio uma identidade para este lugar, torno aquela mera fazenda na MINHA fazenda e vou construí-la como eu quero. Com o tempo, desenvolvo modificações neste lugar, gerando uma historicidade de ações que cada vez mais parecem caracterizá-lo como sendo meu. Por fim, as interações ali desenvolvidas na minha fazenda terão um sentido (ainda que determinado pelo jogo) que permitem com que eu possa  mudar, agir e interagir com e no ambiente do território, tornando-o único. Há então, o desenvolvimento do sentimento de pertença e de posse, transformando o que antes era um mero lugar qualquer, em um território virtual, ou seja, o meu território no FarmVille.

(2) O “EU VIRTUAL” vai se caracterizar por ser representado por meio do avatar que é construído pelo usuário. Este avatar terá uma identidade característica que, ao mesmo tempo que busca se diferenciar dos outros por meio de itens (como roupa, sexo, cor do cabelo, nome,etc.), segue certo padrão estipulado pelo jogo  (como a temática, as possibilidades de customização, descrições, nomes, etc.). Neste avatar eu tenho a chance de poder agir, de poder “criar” o meu eu virtual, que me caracterize e diferencie dos demais. Novamente, é observado a existência de certa “liberdade” de ação na construção do avatar nos SNG, indicativa de formas de apropriação dos jogadores.

(3) Os “BENS VIRTUAIS” indicam escolhas e personalizam o jogador e o seu jogo. Estes bens virtuais parecem apontar para sentidos de propriedade e ainda para valores estéticos e sociais (conforme apresento aqui), pois além de sofrerem ações dos valores preconizados pelos grupos de jogadores e pelo próprio jogo (como bens raros, bens que fornecem bastante dinheiro), eles estão ali, prontos para serem selecionados ou escolhidos pelo jogador para comporem o seu game. Por exemplo, ainda que o FarmVille me ofereça uma quantidade limitada de cães de raça para eu  ter em minha fazenda, eu vou agir no sistema, selecionando o que mais gosto ou o que prefiro para determinado momento. Assim, o jogador tem a chance de escolher o que ter em sua fazenda ou ainda em seu avatar. Estes bens vão apontar apropriações, formas criativas de lidar com mercadorias virtuais oferecidas pelo próprio game.

(4) As “INTERAÇÕES SOCIAIS” parecem ser configuradoras de novos hábitos, o que significa que não há como saber exatamente o que o jogador vai fazer ou deixar de fazer em um determinado SNG ou em consequência dele. Significa que o jogo vai despertar formas criativas de interações entre as pessoas, caracterizando apropriações que têm a sua origem no social game.

Por exemplo, jogadores que criam comunidades ou grupos virtuais (dentro e fora do Facebook) para trocar informações sobre o jogo…Ou ainda pessoas que mandam mensagens personalizadas para seus amigos da rede social do Facebook solicitando ajuda para com a suas plantações no FarmVille (podemos pensar até nos mais viciados, que ligam para os amigos pedindo para “regarem seus tomates” ou nas pessoas que criam produtos referentes ao jogo a fim de gerar reações e interagir com outros sujeitos).

Bom, apresentando estes “lugares de apropriação” em SNG, percebo que eles são indicadores de movimentos muito interessantes (especialmente para a minha tese 😛 ): eles oferecem pistas significativas da identidade dos sujeitos. Ou seja: são nestes “espaços” – território virtual, eu virtual, bens virtuais e interações sociais  – que posso verificar traços identitários de cada jogador. Neles existem escolhas, existem invenções, manifestações criativas que podem apontar para quem estes jogadores são (ou gostariam de ser) nestes jogos. 🙂

Claro que existem ações esperadas (e predeterminadas pelo SNG), porém as pessoas utilizam outros recursos (no próprio  jogo, ou no site de redes sociais que suporta o jogo, ou até mesmo em outros ambientes fora desta rede) para criarem e apropriarem outras formas de interações criativas, caracterizando novas formas de lidar com mecanismos do jogo. São exatamente estas formas de “lidar” com o SNG que parecem nortear maneiras de apresentação e de interação em jogos que serão disputados entre “amigos” (integrantes de uma mesma rede social), indicando múltiplas facetas do sujeito atual que vivencia seu cotidiano também no ciberespaço.

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Social Games e os sites de redes sociais

18 Apr

Com a chegada dos social games (SG) nos sites de redes sociais observamos certas mudanças na dinâmica, na estrutura e na organização destas plataformas que parecem incidir em uma “nova fase” destas ferramentas sociais. O que isso significa? Significa que ao pensarmos os sites de redes sociais hoje, parece-me impossível não levar em conta a presença e as transformações que estes jogos sociais geraram, as quais apresento em uma simples reflexão aqui.

  1. Com os SG há a introdução de novos valores partilhados pela rede social do site. Estes valores são facilmente visualizados pelas trocas e buscas incansáveis dos usuários pelos bens virtuais (que eu já falei anteriormente em um post aqui) e também pelas ações promovidas pelo próprio jogo que ficam expressamente visíveis no site de redes sociais (como a colaboração e a competição entre amigos divulgada nas atualizações públicas do site). Significa que agora eu  também entro em um site de redes sociais para jogar e adquirir  coisas virtuais (cavalos, carros, mansões, prédios, etc.) ou ainda para “ajudar” meus amigos na sua fazendinha ou na sua incrível luta contra bandidos malucos. 😛
  2. Novas funcionalidades (ou objetivos de uso) agregadas ao sites de redes sociais a partir dos SG. Há a priorização da função “jogo” ao invés da busca de redes de relacionamentos por alguns usuários. Significa que algumas pessoas usam o site de redes sociais para, exclusivamente, jogar com e/ou contra os seus amigos. O site de redes sociais não apenas incentiva a formação de novos relacionamentos ou a manutenção de antigos, como também incentiva a interação jocosa entre eles.
  3. Os social games modificam a estrutura dos sites de redes sociais. Isso é visualizado pela dinâmica do jogo, que parece constantemente “chamar” novos usuários e colocar o SG em evidência por meio de ferramentas do jogo que são vinculadas ao site de redes sociais. Nessa características podemos não apenas observar as constantes ações de pessoas que jogam informações explícitas e implícitas na nossa página pública, como os vários convites e “lembretes” de que o jogo está aí para ser jogado.
  4. Surgimento de redes sociais integradas. Há a existência de uma rede particular (centrada no jogo) que é oriunda da rede social formada no site, o que implica em uma rede integrada, ou seja, temos uma “nova” rede social dentro da rede social maior do site de redes sociais (este ponto estou discutindo, inclusive, em um artigo em co-autoria com a Gabriela Zago que logo, logo aparecerá por aqui).
  5. Há uma dupla via de potencialização de  ações e objetivos entre o site de redes sociais e os SG. Os sites de redes sociais parecem potencializar o jogo que fica mais divertido por compartilhar informações com a rede de amigos e, ao mesmo tempo, novas pessoas entram no site para jogar ao tomarem conhecimento da diversão propiciada pelo jogo. Significa então, que há uma integração vantajosa para ambas as redes (que não são, necessariamente, dependentes), ou seja, o site de redes sociais ganha mais membros, enquanto que o SG é potencializado pela estrutura do site de redes sociais.

Apesar destas “modificações” já serem facilmente observadas há algum tempo, recém agora pude escrever um pouco sobre elas. 🙂 Penso que estas são apenas algumas destas transformações oriundas da introdução dos SG nos sites de redes sociais que podem contribuir fortemente para o entendimento da sociedade virtual que interage constantemente nestes ambientes sociais.

 

2008…

5 Jan

…Foi um ano muito bom. Talvez eu possa dizer que foi um dos melhores da minha vida. 🙂

Em 2008 eu me tornei mais decidida, tanto no que queria fazer, como no que queria ser.

Foi o ano em que me formei em Jornalismo na UCPel (dia 12 de Janeiro de 2008). Ao mesmo tempo, eu estava dando aula na UFPel como professora substituta da disciplina Zoonoses e Saúde Pública e Saneamento.

Foi o ano também que passei no mestrado em Comunicação da UNISINOS (e com bolsa integral) e que comecei a estudar coisas que eu, realmente, gostava. Se a minha avó Ricardina estivesse viva, com certeza, ela estaria megamente feliz, pois ela foi uma das pessoas que mais me apoiou nas minhas decisões loucas de estudos. 🙂

2008 foi o ano em que eu fiquei noiva (o que é muito legal…mais do que eu imaginava, até). Passei a construir planos e sonhos com outra pessoa, aprendendo (de certa forma) a não pensar só na minha vida ou no meu futuro, apenas. A coisa ficou mais séria e nós, mais apaixonados. 😛 Passei a planejar coisas que eu não planejava e o mais estranho é que passei a gostar do que nós planejamos, achando super mega divertida as novas idéias que surgiram.

Foi o ano em que eu fiz o meu primeiro parto (em cães, óbvio), pois a minha área da veterinária nunca passou perto da clínica. A Mig não conseguia cortar o cordão umbilical da Web e a Tag já estava a caminho. Então, fiz uma simples incisão para separar a mãe da filhotinha. Apesar de ter sido algo megamente simples  e que não exigia nenhum curso de medicina veterinária para um cidadão fazer, foi importante para mim. Er…digamos que a simbologia do fato me fez bem. 😛

Em 2008 eu passei a viajar sozinha (algo que eu não tinha feito antes). Pois é, minhas viagens eram sempre acompanhadas. Hahahahah! Na verdade eu nunca precisei ir a algum lugar em que não estivesse algum parente ou amigo junto. Esse ano, eu aprendi a ir até POA sozinha, sem errar o caminho e sem me perder naquelas 10948320984098 curvas da ponte (inclusive, aprendi a ir até São Leopoldo e não errar a estação de trem). Hahahahah! Resumindo: digamos que eu aprendi a ser menos distraída.

Morei sozinha pela primeira vez. Por um lado eu gostei, fazia as coisas na hora que queria e organizava minhas coisas como tinha vontade. Não tinha ninguém mandando eu arrumar o meu quarto e muito menos alguém mexendo no meu computador. 😛 Essa sensação é ótima. Dá um ar de liberdade que eu nunca tinha sentido (só imaginado enquanto eu morava na casa da Raquel quando ela fazia as várias viagens dela). Por outro lado, eu achava mega estranho falar com as paredes, não ouvir pessoas gritando, cachorros latindo ou as calopsitas tagarelas da janela do meu quarto. De noite, principalmente, eu estranhava horrores. Tiveram alguns dias que eu, literalmente, nao usei as minhas cordas vocais. Muito estranho…Apesar de eu ter acostumado, admito que a companhia de alguém ainda me deixa mais feliz do que eu sozinha comigo mesma :P.

Em 2008 eu aprendi que o mundo acadêmico é muito legal e, ao mesmo tempo, não é tão mil maravilhas como todo mundo pensa. Vi que só se dão bem mesmo, aqueles que realmente gostam e batalham em seus trabalhos. Aprendi que tem gente legal (muuuito legal, inclusive) e gente muito chata.  A parte das pessoas legais foi muito marcante, especialmente por eu já ouvir falar tanto delas e já esperar que elas fossem inteligentes e divertidas, só que, no momento em que as conheci, descobri que eram muuuuito melhores do que eu imaginava ou me diziam. Isso foi tri. 🙂

Apesar das minhas constantes crises identitárias e do meu rendimento não tão esperado para 2008 como eu planejava, eu adorei aprender a “aprender de novo” e adorei mais ainda as coisas que eu estudei.  Estou gostando tanto do mestrado que já tenho visão para um doutorado.
Eu entendi também que todos “somos humanos” e que ninguém é igual a ninguém. Aprendi que é importante eu traçar o meu caminho, independente do que os outros acham que eu devo fazer. Aprendi   que nem sempre o aluno bom tira 10 e que nem sempre o “sacrifício” é um sacrifício para quem gosta de estudar, de ler e de escrever.

Em 2008 eu parei de dançar 8 meses. Não morri de saudades porque minha vida deu uma super virada e também porque eu sou uma pessoa super adaptável às circunstâncias que surgem. No entanto, quando escutava alguma música, os passos me vinham na cabeça e eu vi que aquilo era algo que fazia parte de mim, mesmo eu não estando mais nos palcos depois de 18 anos.   Em agosto de 2008 eu voltei e superei o tempo parada, dancei bastante, voltei a forma, mas não pretendo continuar até o final deste ano, pois é preciso fazer escolhas, e eu já tenho claro o que quero para mim neste novo ano.

2008 foi o ano em que eu comprei coisas legais, pela primeira vez, com o meu dinheiro, como o meu  MacBook (apesar de ter estragado) e o meu iPod Nano (sem ajuda do pai). Na verdade, eu simplesmente aprendi a juntar dinheiro, a economizar mais e dar valor ao salário que a gente recebe. 😛

Em 2008 eu também:

Participei de congressos interessantes;
Fiz viagens legais (Uruguai, São Paulo, Paraná);
Li bastante livros e escrevi mais do que já tinha escrito durante a graduação;
Comi muito, mas emagreci 2 kg;
Voltei para o inglês, dessa vez, super decidida a continuar até o final;
Escolhi o meu nome acadêmico – Rebs;
Fiz novos amigos e perdi o contato com alguns pela distância…
Comecei a correr (e também parei);
Comecei o italiano;

Enfim, 2008 foi um ano produtivo. Digamos que foi um ano em que eu subi vários degraus em minha vida em vários sentidos. Muitos eu tropecei e até caí, mas, com certeza, foi um ano com muito mais acertos do que erros. Não me arrependo de nenhuma escolha. Pelo contrário, estou megamente feliz por tê-las feito e por elas terem sido positivas em minha vida, enchendo o meu ano de coisas boas. Isso, não se deve só a mim (é claro), mas a pessoas essenciais que estiveram ao meu lado, apoiando-me e iluminando minha estrada. 😉

Em 2009 eu vou…

31 Dec

  • Publicar mais em revistas;
  • Escrever artigos mais legais;
  • Terminar o mestrado com chave de ouro;
  • Começar um doutorado power  (preparar-me, né :P);
  • Comer menos;
  • Ler mais;
  • Alugar um apartamento massa;
  • Começar a correr;
  • Emagrecer 3 kg;
  • Conhecer Buenos Aires e Bariloche;
  • Casar;
  • Ter mais tempo para mim;
  • Ser menos furiosa;
  • Aprender a fazer doces bons;
  • Comprar um Macbook que não estrague;
  • Comprar uma cama gigante;
  • Aprender a falar decentemente em inglês;
  • Ser mais organizada;
  • Trabalhar em um emprego que seja legal;
  • Receber um salário legal :P;
  • Plantar uma árvore (ou uma flor);
  • Aprender a ter mais paciência;
  • Ser menos ansiosa;
  • Economizar mais;
  • Comprar um Play3 ou um Wii;
  • Ser mais sociável;
  • Dedicar-me mais ao mestrado;
  • Tomar meu primeiro porre;
  • Começar minha biblioteca;
  • Usar cremes para a pele;
  • Pintar as unhas de vermelho;
  • Não ter medo de avião;
  • Aproveitar mais os congressos;
  • Ter uma nova cachorrinha;
  • Arrumar meu pc;
  • Dançar mais um pouco;
  • Não ter crises identitárias;
  • Cortar o meu cabelo;
  • Não pegar tanto resfriado;
  • Cumprir minhas metas no prazo estipulado por mim;
  • Não perder meu tempo com tanta despesa improdutiva;
  • Decorar minha casa nova com um estilo legal;
  • Viajar mais;
  • Não vou incendiar a casa;
  • Ter mais dinheiro;
  • Aprender a tocar piano;
  • Ir num show de Rock massa;
  • Tirar o aparelho;
  • Doar um pouco das minhas roupas;
  • Comer menos coisas “não-saudáveis”;
  • Abrir mais as janelas do quarto;
  • Organizar melhor a minha agenda;
  • Usar mais os cadernos (e não apenas os livros como caderno);
  • Fazer uma tatoo;
  • Assumir minha personalidade Rebs;
  • Ver mais seriados legais;
  • Ler mais jornais online;
  • Bater mais fotos;
  • Ser mais cuidadosa com os amigos;
  • Cuidar bem do meu futuro marido;
  • Planejar e organizar melhor as minhas metas;
  • Comer mais frutas;
  • Não pegar ônibus com pessoas malas;
  • Continuar branquela;
  • Regular  meu sono.

…Acho que está bom, por enquanto. 🙂  Muita paz, muito amor, saúde e sonhos concretizados para todos neste ano que está chegando (e para mim também, claro). 😉

Feliz 2009 para todos!!!

Será que precisamos???

29 Apr

Internautas retomam controle de suas vidas e criam dia “offline”

🙂 Link mandado pelo Carlo KK. 😛