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Eu e as identidades virtuais – um pouco da minha história

12 Nov

Tudo começou em 1997 quando meu pai comprou um computador com conexão discada para a Internet. A concorrência pelo uso era grande, afinal, éramos cinco irmãos, ávidos por novidades que aquela “caixinha mágica” parecia transbordar, especialmente com a “descoberta” trazida por minha irmã do tal canal “#pelotas” do IRC (Internet Relay Chat).

Como em toda boa família cristã, para não gerar brigas meus pais restringiram os horários de uso ao computador ao período das 19h até às 24h, dividindo o tempo de uso total pelos cinco irmãos. Sendo eu a de número três, consegui ficar com o terceiro “melhor horário”, ou seja, com o tempo das 21h até às 22h (visto que quanto mais tarde, melhor era, pois o IRC transbordava de jovens que passavam a madrugada interagindo através da Rede). O fato de estar conectada aos meus amigos em um ambiente virtual que congregava milhares de pessoas do mundo todo a partir de um protocolo de comunicação em tempo real era algo muito animador, especialmente para uma pré-adolescente.

Os cinco irmãos (fotografia de Carlos Recuero)

Os cinco irmãos (fotografia de Carlos Recuero).

Além disso, eu tinha a possibilidade e a necessidade de criar um apelido (algo que eu sempre quis ter e nunca tinha tido até então), afinal, todos  tinham um “novo nome” que os caracterizava e  os tornava conhecidos naquele mundo repleto de letrinhas e símbolos, pois fazia parte do “jogo” de identidades do IRC. Este “nome” era o  nickname: a minha identificação naquele universo. Apesar de não ter um apelido no mundo concreto, utilizei um nome que meu pai e minha avó costumavam me chamar carinhosamente (e muito raramente) sempre com um tom mais debochado: “Rebs”.

A partir daí, agreguei à minha identidade concreta mais uma faceta (surgida no virtual) que caracterizaria para sempre a minha pessoa. Com isso, passei a ser a “Rebs” para os meus amigos, familiares e colegas (e não mais a Rebeca). Desde então, utilizar a Internet para interagir foi algo natural que transformou completamente a minha vida.

Logo depois do IRC, passamos para os blogs (como diários pessoais) e para o Messenger e, posteriormente, para os sites de redes sociais (como o Orkut e o Fotolog.com). Nestes espaços, o mesmo mecanismo de “criar” e expor a sua identidade, o seu “eu” era base para o processo de comunicação e interação entre os “internautas”. A prática se tornou comum entre adolescentes e jovens que cresciam junto com estes sistemas de interações virtuais e suas tecnologias. Mostrar-nos aos amigos e receber comentários, elogios através da Internet por causa disso, era divertido e “moda” na época.

Ao entrar na faculdade de Comunicação Social, novamente a curiosidade com a identidade virtual nestes lugares online foi alimentada, especialmente quando consegui uma bolsa de iniciação científica para um projeto de estudos relacionados às formações identitárias de usuários do site de redes sociais Orkut. Desde então, engajei-me em vários outros sites de redes sociais (Facebook, Last.fm, MySpace, Flickr, etc) onde interagi, descobri e me surpreendi com as apropriações e usos diversos que usuários faziam destes sistemas e revelavam em suas identidades coletivas e particulares.

Assim, por três anos da faculdade estive engajada nestes estudos em Cibercultura e, o meu trabalho de conclusão de curso não poderia ser diferente: foquei as formações identitárias baseadas nos tipos de capital social em integrantes do mundo virtual do Second Life. Curiosamente, a minha orientadora era a minha própria irmã.

Entusiasmada com as pesquisas e congressos que participava, optei por fazer um mestrado, prestando seleção no mesmo ano de minha formatura na Comunicação. Ao entrar no mestrado de Ciências da Comunicação da UNISINOS, foquei minha pesquisa na cibercultura, trabalhando com a construção de territórios e lugares em mundos virtuais, associando-os diretamente com fatores identiários do sujeito que utilizava a ferramenta.

Paralelamente aos anos de construção da dissertação, surgiam os “joguinhos sociais” nos sites de redes sociais (conhecidos por social games) que pareciam ser uma forma divertida de descontrair do processo árduo de construção do trabalho de mestrado, afinal, além de jogar com e contra os meus próprios amigos do site de redes sociais, eu tinha a possibilidade de experimentar ser dona de um grandioso zoológico, de um restaurante, ser uma fazendeira ou, até mesmo, a chefe de uma grande máfia de ladrões.

Outra vez a questão da identidade virtual tomava conta do meu interesse sem que eu percebesse que ela seria, novamente, a impulsionadora para uma nova fase da minha vida: o doutorado.  Desta vez, os social games invadiam minha proposta de estudo não apenas por instigarem a busca pelo entendimento de certos comportamentos humanos centrados em suas identidades nestes espaços virtuais, como por serem uma divertida forma de trabalhar em uma pesquisam… especialmente uma pesquisa de doutorado!

…O resto da história estou escrevendo agora. =)

Depois de quase um ano…

25 Feb

tudo mudou…

tirei o aparelho \o/; qualifiquei; defendi a disser; passei:P; viajei para curitiba em férias; casei; conheci porto de galinhas; tô morando em bagé; sou doutoranda da unisinos; tenho um apartamento em poa alugado com a gabizago; estou com nenhum cachorro :(;  sinto falta do ballet; ganhei novos amigos; aprendi a ler livros chatos; troquei meu macbook antigo por um mais legal; tô recebendo “salário” de doutoranda \o/; comecei minha “biblioteca”; estou vendo muito mais seriados do que antes; aprendi a regular meu sono; e virei dinda (da fofolete emilia – filha da minha irmã).

…mas algumas coisas não mudaram:

continuo viajando toda semana (poa-pel-bagé não necessariamente nesta ordem); continuo reclamando das pessoas “sem noção” dos ônibus; continuo mega atrapalhada; continuo correndo e sem tempo; sou uma dona de casa nota zero; não conheci bariloche (maldita gripe dos porquinhos ¬¬); continuo morrendo de medo de avião; não pintei e nem fiz luzes no meu cabelo; continuei perdendo meu tempo com despesas improdutivas virtuais e não consigo escrever em um blog com coisas “sérias”. :/

Pessoas Problemas em viagens de ônibus

12 Mar

Eu sei que eu posso ser meio estranha no quesito sociabilidade do dia a dia, mas existem certas coisas que eu não consigo superar de forma “normal”. E uma dessas coisas são as “Pessoas Problemas” nas viagens de ônibus. 😛

Ultimamente tenho feito viagens constantes (uma vez por semana) devido ao mestrado (Pelotas – POA e POA – Pelotas). Entre as minhas idas e vindas comecei a observar que têm muitas pessoas que deveriam ser proibidas de viajarem de ônibus a fim de preservar a saúde mental de todos os passageiros “normais” que estão pagando para uma tranquila viagem. ¬¬

Desta forma, resolvi fazer uma lista dos tipos de pessoas que deveriam ser banidas das rodoviárias…ou até mesmo de se locomoverem pela cidade em veículos públicos. ¬¬ Gah!

Em ônibus de viagens deveria ser:

· PROIBIDO PESSSOAS ESPAÇOSAS EM EXCESSO: são aqueles típicos sujeitos que se sentam do teu lado e simplesmente ignoram a sua presença. Eles abrem as pernas tomando o seu espaço e, pior, não respeitam a divisória de espaço que aquela “coisinha” de apoiar o braço determina. Colocam seu braço por cima, invadindo o seu espaço ou ainda enchem de malas por tudo e te esmagam TODA A VIAGEM. Poxa, o apoiador de braços não é para apoiar o braço mesmo (pelo menos o do meio, não!) é para mostrar que cada um tem seu banco e que o seu vizinho de viagem não quer ter o seu banco invadido por braços alheios. ¬¬

· PROIBIDO PESSOAS FOLGADAS: são os sujeitinhos que se sentam no corredor e quando você chega não se levantam para você sentar. Aí, o que acontece é que temos que passar por cima quase chutando a pessoa e quase sentando no colo dela. Pior é que na saída, todo mundo desce e ela resolve ficar mais um pouquinho no banco, o que exige que, mais uma vez, você passe por cima dela. Gah!

· PROIBIDO PESSOAS FOLGADAS(2): cada um tem a sua luzinha e o seu arzinho. Por que sempre tem um que vai lá e abre o meu ar encima de mim? Ou liga a minha luzinha para ele? Pô…usem o seu (ou pelo menos, peçam, se precisam de mais luz). Se o meu está fechado ou desligado é porque eu quis deixar assim. Pior é quando está tudo ok e, é só fechar os olhos por um minuto e acordar, que você vai ver que a pessoa folgada do seu lado ligou tudo de novo, achando que você não ia perceber. Por favor, pessoas folgadas! Usem as suas luzinhas e os seus arzinhos!

· PROIBIDO PESSOAS COM SÍNDROME DA BOCA INQUIETA: esse é um dos mais comuns. Aquele típico sujeito que senta do seu lado e acha que você é o seu melhor amigo e começa a falar de toda a sua vida. Conta do cachorro que aprendeu a falar, do casamento da vizinha, como transformou uma máquina de lavar em microondas…essas coisas. O pior é que precisam falar alto, mas alto mesmo, com a finalidade de que todo o ônibus escute. Gaaaah! Tudo bem que a sociabilidade é um fator importante na vida das pessoas, mas se você viu que a pessoa do lado não está mais abrindo a boca e só dando sorrisinhos (para tentar ser simpática) algo tem errado, ou seja, é um aviso: “por favor, pare de falar e deixa meus ouvidos descansarem”.

· PROIBIDO PESSOAS LADRAS MOMENTÂNEAS: você está lá, com o seu livro de viagens, seu livro preferido, um jornal ou ainda um livro de receitas que pretende colocar em prática assim que chegar da sua cidade. Está entretido lendo quando de repente: “oi! Posso dar uma olhada no seu livro?” ¬¬ Sério…se eu estou lendo o livro, não é melhor, ao menos, esperar eu terminar de ler?

· PROIBIDO PESSOAS QUE TEM CHILIQUES NERVOSOS ENQUANTO DORMEM: isso é horrível. Imagine você, concentrado, escutando música e de repente a pessoa do seu lado dá uma super cotovelada em você. Você olha para o lado e ela continua dormindo. Daqui a pouco ela começa a saltar no banco e tem uns tremores bizarros no meio da viagem. Você já nem sabe mais se ela está tendo uma convulsão ou algo parecido. Pois é, já ganhei um roxão destas pessoas que tem chiliques enquanto dormem e ela, com certeza, nem sabe. 😛

· PROIBIDO PESSOAS MANÍACAS: se parecem com as que ficam olhando o seu livro (convenhamos, é horrível você estar lendo algo e um estranho sentar do seu lado e ficar lendo junto). Eu não sei o que faço, mas perco completamente a concentração. Pior são aquelas pessoas maníacas que ficam te olhando quando você está dormindo. Gaaah! É horrível isso. Eu estava de olhos fechados super contente numa das viagens, escutando meu iPod e quando resolvo abrir os olhos, tem um cara me olhando. MEDO! Aí, ele desvia o olhar e fica olhando pra frente, tentando disfarçar. Sério, desisti de fechar os olhos e passei o resto da viagem com medo dele.

· PROIBIDO PESSOAS QUE SE ACHAM DONAS DO ÔNIBUS: esse caso é um dos piores. Uma vez peguei um ônibus e, na minha frente, tinha duas moças de estatura mediana. Uma delas simplesmente resolveu colocar o pé na cadeira da frente. Só que o pé dela ficou entre a janela e o banco (imaginem), o que significa que ficou na cara da pessoa do banco da frente. Pois é, não queiram saber a briga que deu naquele ônibus. Viajei 3h15 escutando os barracos por causa de uma guria mimada que se achava a dona do ônibus e dizia que, simplesmente, suas pernas não cabiam no seu lugar e que precisava ficar com o pé na cara da outra mulher (está certo que os bancos são apertados, mas só o que faltava ter que viajar com um pé estranho na minha cara). ¬¬ Esse dia foi terrível.

· PROIBIDO PESSOAS SURDAS COM IPOD/MP3/MP4: sério, eu não preciso escutar a música que a pessoa do meu lado está escutando. A pior coisa que tem é ter que viajar escutando funk ou pagode por 3h. Eu não sei como essas pessoas não ficam surdas (ou já são, neh). Mas enfim, é outra coisa que deveria ser proibida.

· PROIBIDO PESSOAS QUE PARTILHAM FARELOS ALHEIOS: sempre tem umas pessoas sem noção que comem e esfarelam, além do banco em que estão, o seu banco também. ¬¬ Não tenho nada contra levar comida no ônibus (até então), mas por favor, eu não preciso ficar cheirando à comida do meu vizinho de viagem porque ele, simplesmente resolveu comer e partilhar seus farelos comigo.

· PROIBIDO PESSOAS QUE NÃO TOMAM BANHO: essencial… Principalmente no momento em que o cidadão resolve dormir com os braços para cima e, você que está ao lado dele, não tem o que fazer, só compartilhar do “agradável” odor proveniente de sua pele.É horrível. A viagem vira um pesadelo.

· PROIBIDO PESSOAS QUE VÃO MUITAS VEZES NO BANHEIRO SENTAREM NA JANELA: não tem nada mais chato do que você levantar 30 vezes do seu lugar para um cara fazer 30 vezes xixi. Nada contra as pessoas que não conseguem reter urina na bexiga ou que estão passando mal, mas por favor, sentem na ponta, não sentem na janela.

· PROIBIDO PESSOAS QUE TROVAM DESCONHECIDOS: por favor. Esse nem precisa comentário, né? Que coisa chata ter um cara do seu lado que fica tentando puxar assuntinhos e ainda pede o seu telefone. Sério, eu tento não ser muito desagradável nas respostas, mas nessas horas, é difícil.

· PROIBIDO PESSOAS QUE RONCAM, DORMIREM: eu sei que isso é um pouco mais complicado, mas as pessoas que roncam podiam fazer um esforço de não dormir no ônibus. Já participei de viagens com verdadeiros rugidos por durante 3h15. Nesse caso, não tem o que fazer, pois nem o iPod conseguiu me ajudar. 🙁

· PROIBIDO PESSOAS QUE FALAM CELULAR COMO SE ESTIVESSEM SOZINHAS: isso é uma chatice. Sempre tem um que fica falando celular quase que toda a viagem. Na verdade, o sujeito nem fala, ele grita e todo o ônibus escuta. É parecido com as pessoas que têm síndrome da boca inquieta. Falam de tudo como se não tivesse ninguém do lado ao ponto de que até o motorista escute a sua conversa.

· PROIBIDO PESSOAS COM CRIANÇAS GRITONAS (E NENÊS CHORÕES): nada contra crianças, pelo contrário! No entanto, viajar com uma criança chorando TODA A VIAGEM é complicado. Não há iPod que agüente e muito menos concentração em livros que dê certo.

· PROIBIDO PESSOAS QUE TIRAM OS SAPATOS: sim, temos que generalizar. Isso porque nem todos sabem do poder do seu chulé. As pessoas resolvem tirar os sapatos no meio da viagem impregnando um cheiro horrendo no ônibus todo. Pior ainda é se ela está do seu lado…O cheiro fica no seu nariz por umas duas semanas. É horrível.

Assim, após passar por estas situações chatas, constrangedoras e irritantes, resolvi deixar umas poucas dicas que talvez amenizem os quadros citados, já que acho difícil fazerem plaquinhas proibindo estas as “Pessoas Problemas” do acesso aos ônibus.

1. Chegue, no mínimo, 15 min antes para ser um dos primeiros a entrar e se acomodar no ônibus antes que cheguem as “Pessoas Problemas”;

2. Leve SEMPRE o seu iPod (MP3 ou MP4). Este instrumento será essencial em momentos de desespero e crises;

3. Leia livros, aparentemente, “chatos” para a população (isso evita pessoas ladras momentâneas e alguns olhares maníacos para o que você está fazendo). Fica a dica de ler coisas do seu mestrado, de autores de escrita bem difícil. 😛

4. Caso você não trouxe iPod, MP3 ou MP4, ou ainda livros “chatos”, FINJA-SE DE MORTO. Esta é uma tática que funciona na maior parte das vezes quando você está ao lado das “pessoas problemas” dos ônibus. Sente-se no seu banco, feche os olhos e não responda a nenhuma questão. Caso queira observar a viagem da janela, leve óculos bem escuros, impedindo que o seu vizinho “pessoa problema” veja que você está acordado.

😛 Boa sorte!!! 😉

2008…

5 Jan

…Foi um ano muito bom. Talvez eu possa dizer que foi um dos melhores da minha vida. 🙂

Em 2008 eu me tornei mais decidida, tanto no que queria fazer, como no que queria ser.

Foi o ano em que me formei em Jornalismo na UCPel (dia 12 de Janeiro de 2008). Ao mesmo tempo, eu estava dando aula na UFPel como professora substituta da disciplina Zoonoses e Saúde Pública e Saneamento.

Foi o ano também que passei no mestrado em Comunicação da UNISINOS (e com bolsa integral) e que comecei a estudar coisas que eu, realmente, gostava. Se a minha avó Ricardina estivesse viva, com certeza, ela estaria megamente feliz, pois ela foi uma das pessoas que mais me apoiou nas minhas decisões loucas de estudos. 🙂

2008 foi o ano em que eu fiquei noiva (o que é muito legal…mais do que eu imaginava, até). Passei a construir planos e sonhos com outra pessoa, aprendendo (de certa forma) a não pensar só na minha vida ou no meu futuro, apenas. A coisa ficou mais séria e nós, mais apaixonados. 😛 Passei a planejar coisas que eu não planejava e o mais estranho é que passei a gostar do que nós planejamos, achando super mega divertida as novas idéias que surgiram.

Foi o ano em que eu fiz o meu primeiro parto (em cães, óbvio), pois a minha área da veterinária nunca passou perto da clínica. A Mig não conseguia cortar o cordão umbilical da Web e a Tag já estava a caminho. Então, fiz uma simples incisão para separar a mãe da filhotinha. Apesar de ter sido algo megamente simples  e que não exigia nenhum curso de medicina veterinária para um cidadão fazer, foi importante para mim. Er…digamos que a simbologia do fato me fez bem. 😛

Em 2008 eu passei a viajar sozinha (algo que eu não tinha feito antes). Pois é, minhas viagens eram sempre acompanhadas. Hahahahah! Na verdade eu nunca precisei ir a algum lugar em que não estivesse algum parente ou amigo junto. Esse ano, eu aprendi a ir até POA sozinha, sem errar o caminho e sem me perder naquelas 10948320984098 curvas da ponte (inclusive, aprendi a ir até São Leopoldo e não errar a estação de trem). Hahahahah! Resumindo: digamos que eu aprendi a ser menos distraída.

Morei sozinha pela primeira vez. Por um lado eu gostei, fazia as coisas na hora que queria e organizava minhas coisas como tinha vontade. Não tinha ninguém mandando eu arrumar o meu quarto e muito menos alguém mexendo no meu computador. 😛 Essa sensação é ótima. Dá um ar de liberdade que eu nunca tinha sentido (só imaginado enquanto eu morava na casa da Raquel quando ela fazia as várias viagens dela). Por outro lado, eu achava mega estranho falar com as paredes, não ouvir pessoas gritando, cachorros latindo ou as calopsitas tagarelas da janela do meu quarto. De noite, principalmente, eu estranhava horrores. Tiveram alguns dias que eu, literalmente, nao usei as minhas cordas vocais. Muito estranho…Apesar de eu ter acostumado, admito que a companhia de alguém ainda me deixa mais feliz do que eu sozinha comigo mesma :P.

Em 2008 eu aprendi que o mundo acadêmico é muito legal e, ao mesmo tempo, não é tão mil maravilhas como todo mundo pensa. Vi que só se dão bem mesmo, aqueles que realmente gostam e batalham em seus trabalhos. Aprendi que tem gente legal (muuuito legal, inclusive) e gente muito chata.  A parte das pessoas legais foi muito marcante, especialmente por eu já ouvir falar tanto delas e já esperar que elas fossem inteligentes e divertidas, só que, no momento em que as conheci, descobri que eram muuuuito melhores do que eu imaginava ou me diziam. Isso foi tri. 🙂

Apesar das minhas constantes crises identitárias e do meu rendimento não tão esperado para 2008 como eu planejava, eu adorei aprender a “aprender de novo” e adorei mais ainda as coisas que eu estudei.  Estou gostando tanto do mestrado que já tenho visão para um doutorado.
Eu entendi também que todos “somos humanos” e que ninguém é igual a ninguém. Aprendi que é importante eu traçar o meu caminho, independente do que os outros acham que eu devo fazer. Aprendi   que nem sempre o aluno bom tira 10 e que nem sempre o “sacrifício” é um sacrifício para quem gosta de estudar, de ler e de escrever.

Em 2008 eu parei de dançar 8 meses. Não morri de saudades porque minha vida deu uma super virada e também porque eu sou uma pessoa super adaptável às circunstâncias que surgem. No entanto, quando escutava alguma música, os passos me vinham na cabeça e eu vi que aquilo era algo que fazia parte de mim, mesmo eu não estando mais nos palcos depois de 18 anos.   Em agosto de 2008 eu voltei e superei o tempo parada, dancei bastante, voltei a forma, mas não pretendo continuar até o final deste ano, pois é preciso fazer escolhas, e eu já tenho claro o que quero para mim neste novo ano.

2008 foi o ano em que eu comprei coisas legais, pela primeira vez, com o meu dinheiro, como o meu  MacBook (apesar de ter estragado) e o meu iPod Nano (sem ajuda do pai). Na verdade, eu simplesmente aprendi a juntar dinheiro, a economizar mais e dar valor ao salário que a gente recebe. 😛

Em 2008 eu também:

Participei de congressos interessantes;
Fiz viagens legais (Uruguai, São Paulo, Paraná);
Li bastante livros e escrevi mais do que já tinha escrito durante a graduação;
Comi muito, mas emagreci 2 kg;
Voltei para o inglês, dessa vez, super decidida a continuar até o final;
Escolhi o meu nome acadêmico – Rebs;
Fiz novos amigos e perdi o contato com alguns pela distância…
Comecei a correr (e também parei);
Comecei o italiano;

Enfim, 2008 foi um ano produtivo. Digamos que foi um ano em que eu subi vários degraus em minha vida em vários sentidos. Muitos eu tropecei e até caí, mas, com certeza, foi um ano com muito mais acertos do que erros. Não me arrependo de nenhuma escolha. Pelo contrário, estou megamente feliz por tê-las feito e por elas terem sido positivas em minha vida, enchendo o meu ano de coisas boas. Isso, não se deve só a mim (é claro), mas a pessoas essenciais que estiveram ao meu lado, apoiando-me e iluminando minha estrada. 😉

Em 2009 eu vou…

31 Dec

  • Publicar mais em revistas;
  • Escrever artigos mais legais;
  • Terminar o mestrado com chave de ouro;
  • Começar um doutorado power  (preparar-me, né :P);
  • Comer menos;
  • Ler mais;
  • Alugar um apartamento massa;
  • Começar a correr;
  • Emagrecer 3 kg;
  • Conhecer Buenos Aires e Bariloche;
  • Casar;
  • Ter mais tempo para mim;
  • Ser menos furiosa;
  • Aprender a fazer doces bons;
  • Comprar um Macbook que não estrague;
  • Comprar uma cama gigante;
  • Aprender a falar decentemente em inglês;
  • Ser mais organizada;
  • Trabalhar em um emprego que seja legal;
  • Receber um salário legal :P;
  • Plantar uma árvore (ou uma flor);
  • Aprender a ter mais paciência;
  • Ser menos ansiosa;
  • Economizar mais;
  • Comprar um Play3 ou um Wii;
  • Ser mais sociável;
  • Dedicar-me mais ao mestrado;
  • Tomar meu primeiro porre;
  • Começar minha biblioteca;
  • Usar cremes para a pele;
  • Pintar as unhas de vermelho;
  • Não ter medo de avião;
  • Aproveitar mais os congressos;
  • Ter uma nova cachorrinha;
  • Arrumar meu pc;
  • Dançar mais um pouco;
  • Não ter crises identitárias;
  • Cortar o meu cabelo;
  • Não pegar tanto resfriado;
  • Cumprir minhas metas no prazo estipulado por mim;
  • Não perder meu tempo com tanta despesa improdutiva;
  • Decorar minha casa nova com um estilo legal;
  • Viajar mais;
  • Não vou incendiar a casa;
  • Ter mais dinheiro;
  • Aprender a tocar piano;
  • Ir num show de Rock massa;
  • Tirar o aparelho;
  • Doar um pouco das minhas roupas;
  • Comer menos coisas “não-saudáveis”;
  • Abrir mais as janelas do quarto;
  • Organizar melhor a minha agenda;
  • Usar mais os cadernos (e não apenas os livros como caderno);
  • Fazer uma tatoo;
  • Assumir minha personalidade Rebs;
  • Ver mais seriados legais;
  • Ler mais jornais online;
  • Bater mais fotos;
  • Ser mais cuidadosa com os amigos;
  • Cuidar bem do meu futuro marido;
  • Planejar e organizar melhor as minhas metas;
  • Comer mais frutas;
  • Não pegar ônibus com pessoas malas;
  • Continuar branquela;
  • Regular  meu sono.

…Acho que está bom, por enquanto. 🙂  Muita paz, muito amor, saúde e sonhos concretizados para todos neste ano que está chegando (e para mim também, claro). 😉

Feliz 2009 para todos!!!

"O Quebra-Nozes"

19 Dec

“O Quebra-Nozes” é baseado no livro de Alexandre Dumas, com música de Tchaikovski, e teve sua montagem original feita na Rússia, em 1892. O tema natalino acompanha a história de Clara, uma garota que sonha com um boneco quebra-nozes que ganha vida para defendê-la e a leva para uma viagem pelo país dos Doces.” É um espetáculo composto por 2 atos, com coreografias originais de Marius Petipa e seu assistente Leon Ivanov.

A história se passa na Europa Oriental, durante o século XIX, na época de Natal. É um espetáculo bonito, cheio de fantasias e com uma magia incrível.
“Um médico e prefeito da cidade, Jans Stahlbaum se maravilha ao realizar uma festa  Natal com sua esposa para seus familiares e amigos. Seus dois filhos, Clara e Fritz, esperam ansiosos por seus convidados. Clara caracteriza-se por ser uma menina doce, com pele branca como a neve, cheia de sonhos e romantismo. Já o seu irmão Fritz, é um garoto divertido e hiperativo que passa aprontando com a irmã. A neve traz uma atmosfera festiva enquanto o o casal e os dois filhos aguardam os convidados, partilhando da ansiedade comum e sadia das festas natalinas.

A festa começa e o casal Stahlbaum recebe os convidados em sua linda casa. Atrasado como sempre, Herr Drosselmeyer (padrinho de Clara e dono de uma fábrica de relógios) chega fazendo uma entrada triunfal, cheia de mágicas e brincadeiras para as crianças.  Ele entrete todos os espectadores com suas mágicas e seus bonecos dançantes.

Chega a hora dos presentes e todas as crianças ficam entusiasmadas. Garotas e garotos recebem bonecos e cornetas dos pais e tios, passando a realizar uma deliosa brincadeira na mansão Stahlbaum. No entanto, Clara não ganhou o presente nenhum e, com um pouco de inveja, ela pergunta ao seu dindo Drosselmeyer por seu presente. Ele brinca com ela e depois a oferece um presente bem diferente, um quebra-nozes. Encantada, Clara logo se fascina pelo brinquedo. Seus olhos brilham com o seu presente.

Enciumado com a alegria da irmã, Fritz rouba o seu boneco e, sem querer, acaba deixando-o cair no chão, de modo que o pequeno quebra-nozes acaba por quebrar a mandíbula. Seu irmão foge, mas é pego pelos pais que lhe colocam de castigo. Drosselmeyer pede licença aos pais e conserta o pobre quebra-nozes, enrolando um suave tecido envolta da mandíbula do quebra-nozes, deixando Clara mais tranquila.

A noite chega e os convidados começam a deixar a casa. Clara vai para a cama e queria levar o boneco consigo, no entanto, seus pais não permitem, pois é hora de dormir e não de brincar com os presentes.  No entanto, ao ver que os pais estão dormindo, a menina volta para a sala e pega o boneco, acabando por adormecer na poltrona abaixo da árvore de Natal. No meio da noite, cheia de magia e mistérios, Clara vê seu tio comandando uma série de anjos que começam a transformar, definitivamente, a sua noite de Natal. Clara vê todos os brinquedos tomarem vida, crescendo e transformando-se em bonecos dançantes. O seu querido boneca, toma vida e transforma-se no Quebra-Nozes.

No entanto, de repente, surgem ratos pela casa que passam a atormentar a menina.  Apavorada, Clara pede socorro ao Quebra-Nozes que, com a juda dos soldadinhos de chumbo, inicia uma terrível batalha. De repente,  o Rei dos Ratos aparece, piorando a situação do Quebra-Nozes que inicia um combate perigoso ao ponto de tirar-lhe a vida. Clara, com a intenção de salvar seu querido boneco, acaba por acertar o Rei dos Ratos que desmaia e é levado pelos seus poucos súditos embora.

Ao ver o Quebra-Nozes sem vida no chão, Clara chora desesperadamente. De repente, seu dindo aparece, trazendo uma fada que vai transformar o boneco em um lindo príncipe que vai dançar com a pequena Clara e convidá-la para conhecer outros lugares maravilhosos, com o País dos Doces. Clara se anima e parte para a viagem fantástica em meio à neve.

Eles passam pelo caminho dos dançantes flocos e chegam, enfim, à terra mágica, ao País dos Doces.

Avisada pelos anjinhos, a Fada Açucarada (rainha do País dos Doces)  fica sabendo que o príncipe e sua acompanhante chegam, e assim convoca todo o povo de seu reino para dar boas vindas à Clara e ao príncipe. Ao chegar, Clarinha conta suas aventuras com o Quebra-Nozes, e em seguida os dois são deliciados com as mais gostosas guloseimas e são convidados para assistir às danças de diversos integrantes que fazem parte do mundo mágico do País dos Doces.”

Diversas etnias, comandadas pelos seus reis e rainhas (como os russos, os árabes,  os chineses e os espanhóis) vêm mostrar suas danças para Clara. As formigas e as flautistas também comparecem ao grande evento. Por fim, a rainha das flores, acompanhada de seu rei, realizam uma grande valsa calorida para Clara.

Depois, antes da linda festa acabar, a Fada Açucarada dança com o príncipe  Quebra-Nozes um grande pas de deux, ao qual Clara fica maravilhada de tanta beleza e sincronia. De repente, todos os participantes da festa começam a ir embora e a desaparecer gradativamente. Clara nao entende o que está acontecendo.

O lugar começa a desaparecer, as coisas parecem voltar como eram antes e então, Clara acorda. Ela pensa no lindo sonho que teve mas, de repente, vê seu boneco preso na árvore de Natal, lugar em que não o havia deixando quando tinh ido dormir. Realidade e sonhos passam a se camuflar na mente da doce menina. Sem temer, Clarinha abraça fortemente o Quebra-Nozes e repensa em todo sonho-real que seu príncipe lhe concedeu na maravilhosa noite de Natal.

Alguns vídeos:

Resumo do ballet: http://www.youtube.com/watch?v=pC9xpf_6GL4&feature=related

Valsa das Flores: http://www.youtube.com/watch?v=7FjXjEKpjCw&feature=related

Dança dos Flocos: http://www.youtube.com/watch?v=anIkwFNHVvc&feature=related

O pq de tudo isso? Pq dancei ele nessa terça e acredito que esta seja a minha última apresentação, pois no ano que vem vou me dedicar exclusivamente ao mestrado. 😛 Nada de ballets em 2009.

Rebeca Recuero Rebs (ou R.R.Rebs)

12 Dec

Rebs foi o apelido que eu tive quando nasci. Quem colocou? Na verdade não sei, mas tenho a impressão que foi o meu pai (ele é ótimo com essas coisas). A partir daí o mundo (limitado pela  minha terrinha, Pelotas) sempre me conheceu por Rebs. Era a bailarina Rebs, era a guria Rebs que chutava forte no futebol, era a amante dos animais Rebs, era a coordenadora do grupo da igreja Rebs, era a nerd do irc Rebs  e era a Rebs colega, filha e irmã. Eu nunca gostei muito, para falar a verdade.

Rebs parece RBS (algo relacionado com TV, coisa que eu raramente vejo), é o nome de uma banda (The Rebs), parece que o nome de um bonsai também. Rebs lembra o som de um soluço…”Rebs! Rebs!Rebs!” ou ainda aquelas cantorias de sapos para avisar quando vem chuva. Mas é aquela coisa, nome e apelido a gente não escolhe, nos colocam. Então, já acostumei (afinal fazem mais de 20 anos que eu escuto o “Rebs”). 😛

O engraçado foi que eu nunca pensei que teria que dar tanta importância pessoal, um dia, para o meu apelido Rebs.

Com a minha entrada no mundo acadêmico e com a existência de uma R.Recuero, a minha tentativa de usar, finalmente, o meu nome de verdade foi por água abaixo. As coisas piorara mais ainda para o meu lado, pelo fato de que a outra R.Recuero é minha irmã e já tem a “barraca bem armada” nos estudos da cibercultura (área ao qual eu estou trabalhando). Resultado: tive que mudar o meu nome, pelo menos, na citação dos meus artigos.

Confesso, foi uma tarefa que exigiu muita reflexão e muitos ouvidos para escutar a opinião de amigos e pessoas que queriam colaborar com alguma idéia criativa. Não é fácil mudar de nome, pois você não parece mais você (se é que entendem isso).

Então, na tentativa de tentar continuar sendo eu, de não ter crises identitárias e as pessoas continuarem associando o meu nome a minha pessoa, escolhi o Rebs mesmo. Apesar de ser uma coisa inicialmente “estranha” (ou podemos dizer até que, engraçada), tenho certeza que se a minha falecida avó Ricardina Recuero estivesse viva, ela ia adorar! 😀 Isso me contenta, isso me deixa calma e me dá ânimo para seguir com esta “brincadeira séria”. Então, Sou a Rebeca Recuero Rebs ou simplesmente Rebs para os mais chegados. 😉

Novas integrantes da família

24 Nov

Essa é a TAG. Ela é a mais metida e também a mais medrosa. 😛 Não gosta muito de comer e é super espoleta e mega ágil em suas brincadeiras.

Essa é a WEB. É distraída, gorda e grandalhona. Super falante e manhosa, ela adora cafuné e colo. 🙂

Seu pais são MIG Meg (a marronzinha) e ROCKY Balboa (o pretinho). 🙂