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Evento: Redes Tecnológicas, Espaços de Interação e Identidade

18 Oct

Amanhã inicia o evento “Redes Tecnológicas, Espaços de Interação e Identidade” na Unisinos de POA. O evento conta com a participação do professor  Dr. Jacques Steyn (diretor da School of Information Technology Monash University da África do Sul) abordando o tema “Small solution for big problems: connecting the world”.

Além de ser promovido em conjunto por dois PPGs de Comunicação (da Unisinos e da UFRGS), o evento reúne três grupos de pesquisa: “Mídias Digitais e Design de Interação“, “Mídia, Cultura e Cidadania” e “Interação Mediada por Computador“. Ao lado está o cartaz com a programação. 🙂

Neste evento, apresentarei algumas reflexões desenvolvidas na minha pesquisa de mestrado em 2009. Abordo questões associadas à compreensão das dinâmicas e significações sociais da construção do espaço, do lugar e do território no ciberespaço. Eu apresentarei em uma mesa redonda junto com as colegas e amigas Gabriela Zago e Daiani Barth. Para quem interessas, vale conferir.

Para quem tiver interesse em aprofundar ou entender um pouco mais as minhas reflexões sobre o espaço virtual, deixo a minha dissertação AQUI (a qual desenvolvi sob orientação da Suely Fragoso).
Aproveito para já deixar disponível a minha palestra no formato “slide”.

Social games e a territorialidade

12 May

Faz pouco tempo que saiu a divulgação do social game “Cidade Maravilhosa: Rio” que será lançado no Facebook dia 16 de maio (no Orkut ele já está “circulando”). No jogo, além de administrar a cidade virtual que reproduz o território concreto específico do Rio de Janeiro, os usuários devem manter a sua população virtual feliz, oferecendo diversões e mantendo a cidade agradável.

Observando o jogo, verificamos que existe uma ligação simbólica clara do território concreto com o território virtual do Rio no social game (SG). Podemos compreender esta ligação não apenas pela dinâmica do jogo que estimula ações características das cidades concretas (como a administração da cidade e a busca pela satisfação da população “virtual”), como pela própria apresentação visual do lugar (que tem o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Maracanã e as praias da cidade, ou seja, pontos que ligam a cidade virtual à cidade concreta). Além disso a identidade nacional é facilmente visualizada pela trilha sonora do game (samba), pela língua (português) e pelos próprios jogadores (que acredito que são e serão em sua maioria brasileiros).

As práticas sociais que são desenvolvidas no SG Rio sugerem também um papel fundamental da cultura na criação e busca por lugares virtuais que representam lugares do mundo concreto.Isso significa que além dos estímulos e competição e cooperação com os próprios amigos da rede social que já são estimulados pelos SG, alguns jogos já estão estimulando outro lado de seu público: a sua identidade cultural.

Este lugar virtual desenvolvido pelo SG “Cidade Maravilhosa: Rio” apresenta uma nítida expressão da territorialidade,  pois o espaço (ainda que formado por bits) é delimitado (ou seja, um lugar apropriado pelos sujeitos no ciberespaço), que possui uma identidade particular (no caso, a identidade da cidade do Rio de Janeiro) associada ao sentimento de posse e pertencimento desenvolvido por parte de quem o habita (ou o domina), o que o torna um território virtual. Nele existem relações de poder e regras por parte dos sujeitos que interagem no e com o território (construindo coisas e modificando o seu território virtual que representa a SUA “Cidade Maravilhosa”).

O fato é que esta ligação da territorialidade com games (mesmo com a representação de lugares concretos inespecíficos como cidades, restaurantes e fazendas aleatórias) é bem interessante  por que expressa de forma clara a identidade dos jogadores, não apenas nas formas de interação com os outros usuários e com o próprio jogo, como também com a temática preconizada pelo aplicativo que ainda pode estar diretamente ligada a um território específico do mundo concreto. Vale refletir sobre isso. 🙂

Eu desenvolvi minha dissertação sobre isso, ou seja, sobre território e lugares virtuais reproduzidos em mundos virtuais (no caso, em lugares do Second Life). Ela pode ser acessada AQUI, caso alguém tenha mais interesse nestas questões.

Dissertação da Rebeca Rebs

6 Jul

Finalmente deixo disponível a minha dissertação “O LUGAR NO ESPAÇO VIRTUAL: um estudo etnográfico sobre as recriações de territórios do mundo concreto no Second Life”, sob orientação da professora Dra. Suely Fragoso.

Participaram da banca a professora Dra. Simone de Sá e o professor Dr. Gustavo Fischer, conforme eu já havia comentado aqui. 🙂

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REBS, Rebeca Recuero. O lugar no espaço virtual: um estudo etnográfico sobre as recriações de territórios do mundo concreto no Second Life. Dissertação de mestrado. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2010.


Qualificada!

28 Jul

Com os professores José Luiz BragaRonaldo Henn, e Suely Fragoso (minha orientadora), qualifiquei. 🙂

Logo segue a minha apresentação.

Roubo no Second Life

23 Jul

Pois é, acreditem: existe roubo no Second Life (SL).

O pior de tudo é que eu fui a vítima.

Na verdade, eu tenho que admitir que achava que o máximo que poderia acontecer era jogarem o meu avatar para uma ilha deserta ou banirem a minha entrada em alguma ilha. Mero engano! Até aqui (no SL) já se achou um jeitinho de burlar o sistema e tirar lindens (a moeda circulante do software) de avatares pobres e honestos, como o meu eu virtual. ¬¬

Bom, tudo começou quando eu resolvi fazer minha pesquisa com as “favelas virtuais” do SL (relacionando-as com a identidade cultural e a questão da reprodução territorial…bom, mas isso não vem ao caso).

No entanto, para fazer a minha pesquisa, é necessário utilizar uma etnografia virtual (proposta por Hine), o que implica (em um determinado momento) na imersão da pesquisadora no campo da comunidade em análise, ou seja, eu teria que me fazer “favelada” virtualmente para participar de forma ativa do grupo do pessoal que mora ali.

Só que, para isso, eu teria que “vestir” uma identidade igual a que eles apresentam no ambiente (pelo menos aparentemente). Pensei “vou começar pelas roupas, claro”! Então, de mãos vazias, fui procurar uma forma para ganhar dinheiro a fim de comprar umas botas (umas míseras botas de 18 lindens) que eu achei na favela e que já iriam “quebrar o galho” inicialmente.

É importante salientar, para quem não sabe, que no SL tudo gira em torno do comércio virtual. As pessoas têm que ter dinheiro para comprar coisas “legais” (como as minhas botas) por lá.

Então, eu saí pelo SL em busca de um emprego que não fosse tão chato e que não exigisse tempo. 😛 Fui parar na polícia de uma das ilhas, oferecendo-me para ser uma cidadã virtual da lei. Só que, depois de uma conversa com o delegado, eu descobri que teria que passar por uma série de testes para fazer parte do batalhão e, só então, receber algo. Verifiquei, então, que todo esse processo não iria otimizar o meu tempo. Pelo contrário, iria me atrasar mais ainda, pois eu tenho que terminar estes artigos pendentes do mestrado, o quanto antes.

Assim, saí desanimada da delegacia e encontrei um “traficante virtual”. Fiz amizade com ele e perguntei sobre as formas mais rápidas de se ganhar dinheiro dentro do software de maneira que eu não precisasse ficar dedicando o meu tempo “jogando” no SL. Ele me deu uma luz, lembrou-me da existência de cadeiras que te oferecem lindens, por um determinado tempo, que ficas sentado ali (eu já sabia disso quando fiz meu TCC, só que, não sei o porquê, havia deletado da minha memória).

“Perfeito”!!! Era isso mesmo que eu precisava: colocar o meu avatar num banquinho e esquecer dele ali, enquanto fazia meus artigos e ganhava os lindens para comprar a bota da favela.

Chegando lá, o esquema era o de pagar 3 lindens por cada meia hora sentada na cadeira. Assim, obviamente, eu precisaria ficar 3h sentadinha ali para conseguir os 18 lindens para a minha bota de “favelada-virtual”. Tudo bem, a minha meta era passar a tarde dedicando-me aos artigos, não ia custar-me nada deixar o SL rodando paralelamente ao Word. 😛 “Vamos lá”, pensei.

Assim, passaram-se uma, duas….três horas (acreditem: eu fiquei 3 horas sentada numa cadeira virtual para ganhar 18 LINDENS). Cheguei a contar os segundos finais, ansiosa para fazer minha primeira compra na vida virtual do SL. “Segundos..5…4…3…2…1”!!!!!! Puf (saltei tri feliz da cadeira)!!!

Aí, olhei os meus lindens e… SURPRESA! Os meus lindens não estavam comigo!!!! ARGSSSS!!!!! “COMO ASSIM? FIQUEI 3H NUMA CADEIRA PARA NÃO GANHAR NADA????”

Foi nesse momento que eu olhei para baixo de mim e encontrei um avatar deitado na minha cadeira, contando o tempo normal da cadeira E COM OS MEUS 18 LINDENS ¬¬ . Primeiramente não entendi o porquê disso. Fiquei confusa. Tentei falar com o avatar, imaginando que ele fosse uma boa “pessoa-virtual” e que compreendesse a minha situação a fim de concordar com uma pequena “pane” do “sistema das cadeiras” do SL e que devolvesse os meus 18 lindens. ¬¬ Ilusão minha. O avatar simplesmente me ignorou. Fez como que se eu não estivesse ali.

Aí, lembrei do meu amigos traficante e voltei para a favela a fim de perguntar como o meu dinheiro foi transferido para o avatar que se deitou depois de mim?

A resposta foi essa: “se você está nestes lugares ganhando dinheiro virtual de forma fácil, você não pode deixar que outros avatares sentem aonde você está, pois eles ficam ocupando o lugar do sistema do SL que diz para pagar lindens para a pessoa que está ali. Logo, no momento que você levanta, já tem outro avatar ali, então o dispositivo de que alguém parou de ficar sentado na cadeira e que é hora de pagar para este residente, não é liberado, sendo, automaticamente, o dinheiro ganhado por ti, transferido para o outro avatar, como se ele estivesse ali o tempo todo.”

Apesar de não ter esclarecido o suficiente (pois é…como o sistema do SL pode ser tão monga nisso? Como ele iria tirar os meus lindens? Por que a cadeira do SL não é “mais inteligente?”)… O fato central era que EU FUI ROUBADA (não importava mais “o como”). 😛 …Imaginem como eu fiquei.
Está certo que era só um par de botas da favela e que de repente o meu “amigo favelado” do SL me contou uma baita mentira (como vou saber, até então?), mas o sentimento de perda, de roubo permaneceu em mim….TINHAM QUE ME ROUBAR NA PRIMEIRA VEZ QUE EU TENTO GANHAR ALGUM DINHEIRO NA VIDA VIRTUAL? Fiquei “hipermente”, “megamente”, “mastermente” de cara a ponto de não conseguir mais fazer os meus artigos. Odeio gente que tenta dar de espertinho sobre outros! Odeio gente que quer pular etapas e dar o “jeitinho brasileiro” para subir na vida de forma que prejudique quem está fazendo as coisas de maneira “certinha”. 709547690763931 X ARGS!

Pois é, mais uma prova de que a realidade virtual (destes softwares que simulam a vida offline) não se diferencia tanto assim da realidade concreta.

Enfim, foi o que aconteceu.
O resultado final: fiquei sem botas, sem a finalização do meu artigo e tri irritada. ¬¬

Pós-Congresso

2 Jun


Depois de 18 horas de viagem, estou de volta à “terrinha”.
Tenho que admitir que até que não foi tão horrível assim. A minha primeira experiência com apresentações em GTs foi menos pior do que eu imaginava (acho que isso deixou-me mais “feliz” diante de tanto apavoramento). 😛 O pessoal do meu grupo apresentou trabalhos bem interessantes, o que gerou uma discussão legal sobre fatos provenientes da cibercultura.

O mais legal foi ouvir a primeira pergunta após a apresentação (que era a pergunta de muitos ali dentro): “eu gostaria de saber… O que tu és da Raquel?”.
Foi ótimo. ¬¬
Segundo a Suely (minha orientadora), eu tenho que me casar bem rápido para mudar o meu sobrenome (acho que isso foi “pilha da Raquel, tenho certeza).

Enfim, mais informações sobre o congresso no blog do pessoal da ECOS/UCPel. Eles fizeram a cobertura completa do evento (que por sinal está bem legal). 🙂

INTERCOM SUL

26 May

Quarta-feira estou indo rumo ao Intercom Sul que será realizado em Guarapuava, no Paraná.

Apesar de já ter uma certa experiência em apresentações de artigos (devido à Iniciação Científica), confesso que estou medianamente nervosa (…ok…bastante, “quase muito nervosa”), pois este será o meu primeiro artigo como MESTRANDA. :/ Isso significa que eu não fico mais no Iniciacom (o qual eu participei por 3 anos). 🙁 A partir de agora é o INOVCOM, ao qual eu estarei junto com doutores, doutorandos, mestres, mestrandos e outros profissionais da área @.@.

Meu trabalho se chama “O capital social na construção de ciberidentidades no Second Life”. Ele tenta compreender como se dão as construções de novas formas de apresentação do sujeito dentro do ciberespaço com base em valores sociais. Foca o software Second Life (SL) e busca entender como o capital social, proveniente da interação entre os usuários do SL, influencia na apresentação do indivíduo na sociedade virtual (tanto na forma física como mental).

Bom, eu fiz uma etnografia virtual (que por sinal é bem divertida, porém, trabalhosa de ser feita), utilizando ferramentas para a compreensão e caracterização dos novos sujeitos que fazem parte do ciberespaço. Depois eu tentei propor (é…digamos que aqui eu me arrisquei um pouquinho), uma classificação dos avatares do SL referente à finalidade e a ambição do sujeito que nele atua. Assim, tentei caracterizar o SL como uma peça original de grande importância na construção de possíveis “novos fragmentos identitários” sócio-virtuais com base nos valores preconizados pelos seus usuários. Bom, foi isso! Agora volto ao estudos (para variar, estou atrasada). 🙁

Pesquisando Redes Sociais

14 Apr

Antes que falem alguma coisa:
– Não, eu não estou tentando ser xerox da minha irmã (e nem quero isso…não tenho culpa de gostar de coisas semelhantes). A questão é que tenho um seminário em uma das disciplinas do PPGCOM que terei que falar das redes sociais. Então, aí vão algumas questõezinhas que foram surgindo no decorrer dos meus estudos (eu tenho uma certa opinião sobre isso, mas fica sem graça ficar expondo de saída):

– O tempo gasto online (não necessariamente com “despesas improdutivas”) pode prejudicar a qualidade do tempo com relações sociais offline? Ou seja, pode se dizer que as pessoas que ficam horas na Internet prejudicam ou perdem tempo de estabelecer relações sociais com pessoas na vida fora do universo virtual? Se sim, isso poderia ser considerado prejudicial para a sociedade atual? Se não, pq?

As pessoas estão (cada vez mais) buscando o universo online para estabelecer relações sociais. No entanto, observa-se que, com a fortificação dos laços e o passar do tempo, existe uma certa tendência para que acabem buscando o mundo offline para continuar estas relações. Pq???

É possível que existam relacionamentos online com laços extremamenes fortes e que permaneçam neste ambiente (apenas) sem migrar para o mundo offline??

-A questão relacionada com a reputação nas redes sociais tem ligação direta com a quantidade de nós conectados a cada sujeito?

-A Internet é um meio de comunicações que possibilita o estabelecimento de relações sociais (certo?). Pq alguns autores acreditam que ela possa corroer o tecido da vida em comunidade se ela própria forma comunidades?

Buenas, ficam as questões…Outra hora posto o que acho sobre isso (tenho que terminar um artigo). @.@ 🙂