Archive | Unisinos RSS feed for this section

Identidade Cultural e Social Games

18 Nov

Como vou trabalhar com identidades virtuais na minha tese, tenho centrado o meu interesse em qualquer fator que possa afetar a construção, a manipulação e a visualização das facetas identitárias dos sujeitos no ciberespaço. Assim, tudo o que eu estou pesquisando tem um olhar extremamente tendencioso e detalhista para pensar estas identidades no universo virtual.

No meu seminário da disciplina “Mídias, Cidadania e Identidade Cultural” na Unisinos (ministrado pela professora Jiani Bonin) tento focar essencialmente as apresentações possíveis de identidades culturais de serem observadas nos Social Games. Na verdade tem sido um trabalho bem difícil, pois se eu focasse em uma observação direta (no sentido de inspiração netnográfica, ou seja, de eu estar inserida no local de pesquisa como pesquisadora), estas manifestações possuiriam (provavelmente) uma visibilidade bastante restrita, pois estariam centradas na rede de uma única pessoa. Significa que eu estaria pesquisando a minha própria rede social (de um determinado Social Game) que é praticamente 90% brasileira e gaúcha, afinal, ainda não tenho a liberdade de entrar no perfil dos outros e ver como e com quem eles interagem nestes Social Games. 😛

Desse modo, meus dados não seriam tão legais para comparar  e entender as manifestações de identidades culturais nestes jogos, porque eu teria informações de apenas um perfil cultural.

Por este motivo, acho que vou expandir minha observação do lugar “jogo em si”, para lugares que seriam extensões das interações e do capital social preconizado nestes jogos que apontem facetas das identidades dos jogadores. Por exemplo, páginas, sites, grupos de discussões ou comunidades diretamente ligadas ao Social Game em análise que permitem aos usuários interagirem de forma que sejam manifestados alguns traços particulares de sua cultura.

A minha intenção é compreender o macroprocesso cultural na constituição identitária dos jogadores de Social Games a partir de suas dinâmicas sociais e de seus sistemas de produções de significados culturais que são apropriados pelo jogador ou, ainda, condicionados pelo jogo. Significa que a minha hipótese é que jogadores brasileiros, provavelmente, possam jogar (atuar ou se identificar) no Farmville ou Mafia Wars de forma diferente do que os argentinos ou espanhóis, por exemplo.

Eu sei que a ideia ainda parece bastante ampla e complexa pelo fato de que os Social Games são  limitados nas opções de customização que são oferecidas para os seus usuários. No entanto, a apropriação  que é desenvolvida nesses jogos parece oferecer boas pistas relacionadas à identidade das pessoas. E essa apropriação vai, com certeza, além do avatar do jogador. 😉

Penso que questões ligadas ao território (como mostro na minha dissertação AQUI) possam ser visíveis, não apenas por valores simbólicos (como bandeiras ou vestimentas características de uma localidade ou cultura), como também certas formas particulares de interações sociais culturais e simbólicas destes grupos (como as festas tradicionais, por exemplo) possam ser visualizadas e diferenciadas nestes jogos sociais.

Recentemente estou desenvolvendo também uma pesquisa diretamente relacionada com identidade no ciberespaço em conjunto com a professora e Doutora Suely Fragoso e com a aluna de Design Clara Ungaretti que fazem parte do meu grupo de pesquisa “Mídias Digitais e Design de Interação. Estamos estudando questões super ligadas à identidade nacional (e cultural) de usuários de sites de redes sociais em torno de assuntos específicos. Acreditamos que estes sujeitos deixam “rastros” de diferenças comportamentais na Internet que podem ser visualizados e estudados, fornecendo possíveis pistas de como as pessoas de culturas diferentes, se comportam de formas diferentes.

Enfim, estou achando bem legal esta história toda de identidades culturais e pretendo (em breve) divulgar os resultados e considerações iniciais da pesquisa sobre identidades e Social Games aqui no blog e em possíveis artigos. 🙂

Dissertação da Rebeca Rebs

6 Jul

Finalmente deixo disponível a minha dissertação “O LUGAR NO ESPAÇO VIRTUAL: um estudo etnográfico sobre as recriações de territórios do mundo concreto no Second Life”, sob orientação da professora Dra. Suely Fragoso.

Participaram da banca a professora Dra. Simone de Sá e o professor Dr. Gustavo Fischer, conforme eu já havia comentado aqui. 🙂

.

REBS, Rebeca Recuero. O lugar no espaço virtual: um estudo etnográfico sobre as recriações de territórios do mundo concreto no Second Life. Dissertação de mestrado. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2010.


Qualificada!

28 Jul

Com os professores José Luiz BragaRonaldo Henn, e Suely Fragoso (minha orientadora), qualifiquei. 🙂

Logo segue a minha apresentação.

Ok. Vou para a UNISINOS. Ganhei bolsa. :)))

22 Jan

Só para vocês terem noção: a biblioteca deles é giga-gigante!

Estão vendo aquele prédio ali? Pois é. Já pensou??? Uma biblioteca de cinco andares.

Eu sei, posso estar me surpreendendo de mais com as coisas (afinal, tudo é novo nesse ano). No entanto, vale a pena. Universidade com conceito cinco pela CAPES, parquezinhos semelhantes aos “Jardins do Éden”, patinhos e quero-queros mansinhos passeando pelas calçadas, panquecaria e vários restaurantes bons, lojinhas com coisas para gastar (e coisas legais), estudos em um local muito bem falada no ramo das novas tecnologias, orientações ótimas e, para melhorar, independência dos pais. 😀

Assim, vou planejando meus próximos meses a partir de março. Ainda estou meio perdida (ou seria melhor dizer “deslumbrada”?), mas faz parte. 😉